Enfeite seu coração! Automaticamente estará enfeitando você! Heloísa Lugão
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

A busca pelo ponto de equilíbrio

Têm uns 4 anos que não sento e escrevo com o coração, deixando sair tudo que fica martelando minha cabeça na tentativa de encontrar uma solução (chegou a rimar).
Nesses 4 anos sem escrever e blogar muita coisa aconteceu e mudou, tanto pelo lado positivo quanto pelo lado negativo e ,para mim, o pior de tudo que me aconteceu foi eu ter me perdido de mim novamente.
Quem acompanha aqui (se é que alguém ainda acompanha blogs) sabe que meu primeiro blog foi uma tentativa de salvar um relacionamento fracassado e quando dei por mim eu era quem estava toda lascada e graças a Deus consegui me salvar. Me salvei, me descobri, me conheci, muita coisa bacana aconteceu (mais coisa boa do que ruim) e por um simples relaxo acabei me perdendo de novo.
Nesses 4 anos venho tendo muito altos e baixos (os baixos lideram) e venho buscando meu ponto de equilíbrio, sem sucesso algum. 
Não tenho feito a grande maioria das coisas simples que gosto, tenho fracassado na minha conquista de me reencontrar, tenho sido pesada, chata, crítica e dona da razão. Infelizmente cheguei ao ponto de nem eu mesma me aguentar.
Eu que sempre falei, lutei e com muito custo consegui minha autoestima e amor próprio me vejo sem eles. Adoro correr no final do dia, mas o sofá tem me ganhado. Amo pintar minhas unhas de colorido ouvindo minhas músicas, mas o netflix tem ganhado. Gosto de me alimentar bem, é uma sensação tremenda de que estou me cuidando, mas doces têm sido meu vicio, o álcool é todo final de semana, os carboidratos me acalmam. Sou apaixonada por ler e escrever , mas preguiça sempre vence.
Essa situação de preguiça, de acomodo, de relaxo e desleixo tem acabado comigo. Pra piorar parece que as pessoas sabem que você está no chão e aproveitam para te pisar na tentativa de elevar o ego delas. Os problemas chegam com mais facilidades e se tornam cada vez mais complexos de se resolver. 
Poderia esperar o ano acabar e começar essa jornada de mudança no dia 01/01/2019 mas eu quero isso para ontem, para agora, é algo que não dá mais enrolar, adiar, é agora é pronto!
Tenho reparado que as pessoas estão mais "deixa a vida me levar", lendo demais "ah, você está perdido- tudo bem!", não, não é tudo bem assim. Se é algo que te incomoda é hora de levantar e agir.
Se você que está lendo isso agora e aceita algo mas que não lhe agrada muito na sua vida e segue como "tudo bem": tudo bem!O que não me agrada tento mudar, se você aceita já é um problema seu e não meu, porque eu não sou assim.
Claro que já tentei ser e aceitar as coisas como estão , mas não dá, não é pra mim.
Então decidi voltar a blogar, além de um refúgio será uma espécie de diário onde colocarei minha evolução na busca do meu ponto de equilíbrio. Voltar a escrever pelo menos a cada 2 dias, talvez de forma "anonima " porque não quero escrever para que alguém me leia e sim para eu me encontrar, onde será um momento meu.
Obs: o texto tem muito "eu" para você ver o quanto estou na busca do meu eu verdadeiro
Obs: parece que o texto ficou meio doido, sem sentido, perdido, mas é porque eu tenho estado assim e prometo que com o passar dos dias a escrita ira melhorar ;)

domingo, 10 de novembro de 2013

A tal pílula, o dia seguinte


Ela adorava uma farmácia, sempre que entreva para comprar um único remedinho passava horas e saia de lá cheia de coisinhas. Dessa vez o motivo foi diferente e ela não quis e nem foi feliz até a farmácia. Só de pensar no que ia comprar suas bochechas já ficavam rosadas. Ela tinha tomado o remédio que lhe causava tanta vergonha, porém ela mesma nunca comprou pra si. Nunca precisou chegar à farmácia e falar “moço, por favor, uma pílula do dia seguinte”.

Seus amigos estavam todos ocupados para irem lá comprar. Suas amigas mais próximas iriam a condená-la mais ainda. Não tinha mais ninguém que pudesse comprar a não ser ela mesma.

Ela não era falsa moralista, como já disse ela já tinha tomado outras vezes. Uma vez o amigo comprou e as outras o namorado. O que a fazia sentir vergonha é que ela mesma se condena irresponsável por ter feito relação sem camisinha. Ela sentira muita vergonha.

Depois de uma dose de coragem foi até a farmácia. Escolheu uma farmácia que ela quase não freqüenta. A farmácia perto da sua casa todos que trabalham lá a conhece, ela adora uma farmácia.

Entrou e ficou olhando uns cosméticos enquanto o balcão da atendente ficava vazio. Olhou várias prateleiras, quase todas, na esperança que o estabelecimento ficasse vazio. Ficou vazio e ela foi correndo em direção a atendente:

-Boa tarde, uma pílula do dia seguinte, por favor.
- A senhora poderia repetir, não escutei direito.

Enquanto isso um casal e uma criança se aproximavam do balcão para aumentar a vergonha dela que repetiu e logo em seguida perguntou como que tomava. Perguntou por que tinha tempos que não tomava este remédio e para mostrar para a atendente e ao casal de clientes que aquilo foi a primeira vez que aconteceu com ela. E nisso ao invés da atendente perceber que a moça estava morrendo de vergonha fala em tom de voz alto (ok, não tão alto) como se toma o remédio para a moça quase explodir de vergonha na frente dos clientes.

Ela pegou o remédio e fechou bem a mão para que ninguém visse o que era e foi em direção ao caixa. Não sabia por que tinha um outro casal, fazendo sei lá o que perto do caixa, deveriam estar fuxicando as compras alheias, só pode. Quando entregou o remédio para o caixa embalar o mesmo jogou caixinha como se aquilo fosse um remédio normal. Parecia que toda a farmácia se voltou ao caixa o olhou o remédio que ela estava comprando. Ok, é um remédio normal, mas não pra ela.

- R$10,00. Disse o caixa.

Ela muda entregou a nota de R$20,00, recebeu o troco e a embalagem. Foi embora na esperança de nunca mais passar por aquele constrangimento e nem voltar àquela farmácia.


Heloísa Lugão

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Porres e mais porres na tentativa de te esquecer




Hoje é sexta-feira e preciso arrumar um jeito de te tirar do pensamento. Poderia ficar feliz porque é final de semana e poderia beber todas as cervejas, ficar alegre (se é que é possível) e te esquecer um pouco. Mas poderei ficar triste ao lembrar das sextas no cinema e depois pizza, do sábado em um barzinho com uma boa música, do domingo que passávamos deitados assistindo tv com pernas entrelaçadas e fazendo cafuné.

Não tem jeito, a solução é sair por ai vagando de mesa em mesa, bebendo drinks e mais drinks, tomando um porre atrás do outro.Vou falar todos os palavrões possíveis, fumar todos os cigarros e quem sabe até ir em um baile funk só pra te contrariar, fazer raiva.

Talvez eu amanheça em uma mesa de bar ou até mesmo na cama com um desconhecido. Talvez eu te ligue na madrugada na esperança de que você diga “venha para a minha casa, vamos conversar e continuar onde paramos”. Talvez eu nem te ligue para não me ferir mais.

Na verdade não preciso de porres de bebidas o que realmente iria me fazer bem seria um porre de você. Ok, não tem mais jeito e nem mais solução. O que me resta agora é ficar amiga dos garçons, conversar com os cachorros da rua, entrar na farmácia e já ser atendida com um copo na mão e os remédios (sem precisar abrir a boca), gastar todo o dinheiro na noite, tudo na tentativa de te esquecer por alguns segundos sequer.

Heloísa Lugão

O texto foi feito enquanto escutava as músicas a baixo. Para escutar enquanto lê:





terça-feira, 1 de outubro de 2013

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- Dias escuros sempre têm, só que a gente tem que acreditar que os dias coloridos estão por vir.

Há um tempo que decidi que mesmo nos dias escuros teria fé e força para colorir meus dias. Como? Valorizando e agradecendo as pequenas maravilhas do dia.
Chegava a desanimar e até me entregar aos tais dias escuros só que não era o que queria. Sempre quis o colorido da vida.


Hoje estou aqui vivendo as maravilhas dos dias coloridos que a vida me deu, ela percebeu que dias escuros não combinam comigo, cansou e resolveu me dar dias lindos e coloridos.
Sempre soube que bons ventos sempre chegam.
Heloísa Lugão

terça-feira, 18 de junho de 2013

sábado, 15 de junho de 2013

A Piriguete

Ultimamente o que mais se fala por ai é sobre as piriguetes. Muitos julgam, muitas querem ser, muitos usam e abusam e muitos entendem uma. Ser piriguete parece que virou modinha. Não estou aqui para julgar nenhuma piriguete, pelo contrário, estou aqui pra tentar mostrar a vocês o que leva a uma mulher ser uma.

Um ponto indiscutível é que muitas se sentem bem e gostam desse estilo de vida. Outras estão ali simplesmente pra provar algo. Algo novo? Algo de bom? Não, não, elas querem provar para elas mesmo que são boas, bonitas e desejadas. E são dessas ai que quero falar.

Muita gente julga e diz que ser piriguete é falta de vergonha de cara, porém, trocaria a palavra vergonha por autoestima e ficaria “falta de autoestima”. Contudo você afirma que elas parecem serem tão bem resolvidas, se amam, se acham lindas e gostosas o suficiente para usarem roupas justas e serem sempre desejadas pelos homens, mesmo que seja um desejo instantâneo. O que acontece por dentro da piriguete ninguém sabe, ninguém vê.

Tem mulher que usa roupas do tipo piriguete para chamar atenção dos homens e satisfazer seu ego. Troca de rapazes que nem troca de roupa porque muitas vezes elas apostam suas fichas de que aquele cara é o cara para a vida toda e esse cara aposta suas fichas em uma mulher que ele acha que é para uma noite só. Ele esquece que ela é mulher e tem sentimento e que se só quisesse sexo ela cobrava. Tem muita piriguete por ai que é romântica e sonhadora e que na verdade nem é tão piriguete assim, ela só faz as coisas errado. Ela só busca os caras errados, em locais errados para que eles possam vir a dar certo. Dá certo do tipo pra vida toda.

Tem mulher que usa e abusa do decote e da mini saia, na maquiagem, do salto, escovão no cabelo e sai linda por ai para atrair olhares e lá no interior dela está tudo um trapo, feio, sujo, lixo. Ela sai por ai no estilo piriguete para provar pra ela que ela nem é tão feia assim. Ela troca de cara com grande facilidade não só porque o cara não deu valor, pode ser também que ela precise provar que é bonita o suficiente para ficar com quem ela quer ou ficar com vários.

Ela pode ter sido gorda e emagreceu. Pode ter levado um belo pé na bunda. Pode ter crescido sem nenhuma autoestima e amor-próprio, no fim ela não tem nada disso. Grandes problemas. Grande dificuldade para reverter isso.

Mas ela deixa de ser piriguete quando se ama, aumenta a autoestima dela, enxerga que não precisa provar nada pra ninguém e se valoriza, ai sim as coisas mudam para o lado dela e a vida dela também muda.

Nem toda mulher linda e bem resolvida por fora é o mesmo por dentro. Vamos parar de julgar capas e vamos olhar o conteúdo. Nem toda mulher que parece ser livre gosta disso. Talvez ela esteja em uma procura incessante de se prender a alguém ou a algum amor.


Heloísa Lugão

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Mulherada: conquistar o cara não significa jogar sujo e muito menos se rebaixar. Vamos ter um pouquinho de amor-próprio e valorizar o charme que temos. A coisa tá feia.
Heloísa Lugão

terça-feira, 4 de junho de 2013

As Luciana's


Luciana e Fábio namoravam há 3 anos e tudo  flores. Em março de 2009 Fábio chama Luciana para alguns acertos: em julho ele se forma e em dezembro do mesmo ano ela se forma e no ano seguinte começam a se organizar para o casamento.

Chega o mês de junho e Luciana é só alegria. O chefe da agência de publicidade na qual ela estagia disse que se ela continuar se empenhando e demonstrando o crescimento em janeiro do ano seguinte ela será contratada como Publicitária, logo, se formará e já estará no mercado de trabalho.

Falta pouco mais de um mês para a formatura de Fábio e Luciana começa a compra de vestidos (afinal tem o Baile, Culto e Colação, tudo pede um vestidinho novo). O mês não poderia ser melhor para a moça.

Julho do mesmo ano e faltam apenas 3 semanas para a formatura de Fábio e este adorável rapaz simplesmente termina toda a história do conto de fadas pois simplesmente se sente preso, precisa viver mais sua vida, precisa ficar sozinho para se dedicar a carreira, é agora que a vida dele começa e pede encarecidamente que a princesa chorona devolva os convites da formatura dele. A mesma como sempre uma fofa atendeu aos pedidos do moço que queria se aventurar por ai.

E chorona, vivendo por viver, se rastejando pedindo para voltar e se rastejando para viver a linda Luciana viveu 3 meses até que ela acordou para a realidade. Ele estava lá curtindo a vida dele pós formado, bem mais tranqüilo, ela sempre o acompanhava pelas redes sociais (isso era até uma coisa engraçada porque o Fábio postava frases de solteiro, fotos em baladas e era o cara mais feliz do mundo e realmente tinha feito à coisa certa que foi terminar; já a Lú quando postava alguma coisa era sobre a tristeza infinita que vivia). E ela tinha um período ainda pela frente. Tinha um estágio que ela estava fazendo pelas coxas e que do jeito que estava indo poderia ser mandada embora a qualquer tempo e a tal promoção na carreira iria por água abaixo. Ela viu que estava um trapo, que o sorriso precisava voltar, que precisava se cuidar. Se deu conta de que sua monografia não estava nem no começo e que dentro de duas semanas suas provas iriam começar e que ela não tinha muito o conteúdo (faltou muitas aulas devido a tristeza) e que o conteúdo que tinha em seu caderno ela nem sabia do que se tratava, estava ali mas seus pensamentos estavam longe. Ela percebeu que precisava cuidar da vida dela que nem o Fábio estava fazendo. Ela percebeu que precisava se livrar daquela tristeza que julgava ser infinita.

Acordou e iniciou a nova jornada, a nova fase de sua vida, uma solteira que precisava se dedicar ao que mais queria que era a carreira de Publicitária. Arrumou todo o material de estudo para as provas e para a monografia e ficou virando noites e noites estudando para se sair bem nas provas e na entrega da primeira parte da monografia. O que era algumas olheiras para quem já estava com olhos fundos e escuros há três meses? Voltou a se emprenhar e a se dedicar no estágio.

Várias amigas e primas solteiras sempre a convidavam para algumas baladinhas ou até mesmo querendo apresentar um pretendente para a Lú, mas esta só tinha um foco: recuperar o tempo perdido nessa faculdade.

Na verdade o que ninguém sabia é que além de recuperar o tempo que perdeu dando uma moral para a tristeza infinita essa questão da dedicação a sua faculdade era uma forma de esquecer todo aquele pesadelo que ela vivia. Era uma fuga. Ela já tinha curtido o luto, só que ele insistia e com isso ela resolveu tentar jogar a tristeza no esquecimento.

Passada a semana de provas e os resultados foram bons devido ao esforço que fez. Sentia que precisava fazer mais e como a semana posterior as provas eram mais tranqüilas aproveitou para dá uma volta com as amigas e fazer uma triagem. Sozinha ela juntou tudo que fazia lembrar Fábio, colocou em uma caixa e fez doação para um lar de meninas. Excluiu ele de todas as redes sociais e resolveu sumir dos olhos dele e logo ele também sumiria dos olhares dela. Triagem feita e agora de volta para a realidade: último período, monografia e estágio. Dedicação total.

E assim foram os outros três meses da vida de Luciana. Incansáveis sábados à noite estudando, feriados montando projetos, finais de semana trancada em um quarto e fazendo o que sabia de melhor, ser uma boa profissional. Todavia, nem tudo era tão fácil e simples assim. Recaídas ela tinha e por demais. Às vezes queria passar o dia todo na cama em seu quarto escuro. Não queria encarar o dia lá fora, mas precisava e ia. Ia enfrentar mais um dia, matando mais um leão por dia, porque a vida precisa andar e que ela tinha suas responsabilidades. Pensou em desistir diversas vezes, adiar seu sonho no âmbito carreira para ficar jogada na cama até um dia que por milagre ela resolvesse se levantar e tudo ficaria mais fácil. Percebeu que não era assim, que o milagre que ela queria tanto vem do esforço dela e que ela não podia fazer aquilo com a vida dela. E lá ia ela, mesmo querendo ficar no quarto escuro ela ia enfrentar o clarão do dia. E Sempre dizia: dezembro, em dezembro eu sofro mais, agora não dá, não estou com tempo.

Chegou dezembro e ia se formar. Tirou boas notas para concluir o curso e nota máxima em sua monografia. Pronto agora é só formar. Dezembro seria o mês de festas: churrascos, culto, colação de grau, aula da saudade, baile de formatura, natal, virada do ano. Mais uma vez adiou o sofrimento, jogou este para janeiro. Em janeiro ela disse que sofreria.

Janeiro se inicia e como era de ser esperado foi contrata como Publicitária da agência. E o sofrimento? Ela adiou tanto que até esqueceu de sofrer.

Que sejamos Luciana’s!


Heloísa Lugão

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Agressões e mais agressões


Essa semana tivemos uma triste notícia da morte de uma jovem de 17 anos aqui em Vitória. Esta jovem foi morta estrangula pelo próprio namorado que bebe muito e é usuário de drogas, possessivo, agressivo e muito ciumento e provavelmente isto pode ter levado ao acusado a praticar o crime.

Este caso é um caso que sempre choca mas é muito normal, está sendo uma coisa "comum" nos dias de hoje. E te pergunto, Isso é amor?!

Essa de amor quando bate ou quando apanha não rola comigo, não acredito que o amor nos faça sofrer. Quem ama não bate, não agride físico e moral, quem ama protege. Quem ama não aguenta humilhações, não aguenta abusos e não se contenta com essas coisas, quem ama quer felicidade e não sofrimento.

A maioria das vezes a vitima aguenta calada por medo, medo de perder o parceiro ou do que ele possa fazer com ela depois. Essa moça que faleceu essa semana, no dia do Natal ela tomou uns tapas do namorado e não sei por que continuarão o relacionamento, já que ela estava dormindo na casa do rapaz como sempre fez. E fico m pensando que se ela tivesse dado um basta nele ela estaria viva.

Pessoas assim como ela, tem baixa autoestima e claro falta de amor próprio. Eu já aguentei muita humilhação e agressão verbal de namorado e nunca fiz nada com medo de perder aquilo, aquilo mesmo me refiro a ele, porque o tempo me mostrou o meu valor e que eu conseguiria coisas melhores do que ele. Mas enfim o que quero que pensem é o seguinte:
-Dá pra continuar uma relação sem respeito?
-Dá pra viver um relacionamento com alguém que só te maltrata?!
-Por que as pessoas que se submetem a este tipo de relacionamento?!

Para as pessoas que sempre estão aqui e estão em momento parecido falo de coração: sai fora desse relacionamento que te consome, não tenha medo. Não tenha medo de largar o cara que te faz sofrer, não tenha medo de sair fora desse vinculo horrível que você se submete, sim você mesma, porque o cara só te bate se você deixar, se você abaixar a cabeça. Meninas, não vamos ser as próximas vitimas!! Vamos nos amar?! Vamos ser felizes?! Heloísa Lugão

Texto tirado do blog antigo

terça-feira, 30 de abril de 2013

Conversa de sábado à noite


Pois é colega estamos aqui, só nós duas em pleno sábado à noite em casa. Sentadas e vendo TV. Todo mundo dizendo qual a balada que está indo. Algumas pessoas vão namorar e outras vão ficar em casa (nós duas J).
Ah tudo bem, não me importo viu. Tô cansada de gente vazia, lugares cheios de gente vazia. Hoje prefiro ficar em casa vendo Zorra Total (eu odeiooo) do que sair com algum carinha. Tudo bem que eu não iria assistir Zorra Total, nem que fosse o último programa a passar na TV, iria dormir cedo... Sem problemas, mas sair por sai com qualquer um só pra não ficar em casa, não rola mais.
Eu também estou como você: sozinha. Essa frase de “solteira sim e sozinha nunca” não faz muito sentido para mim. Comigo é “solteira sim e sozinha também”. Ah tudo bem, ando sem nenhuma luz no fim do túnel, sem nenhum carinha interessante a me cortejar, mas eu tô bem assim. Não quero me envolver com qualquer para não ficar sozinha. Porra eu me completo! Fico numa boa sozinha.
Acho engraçado como as pessoas não agüentam ficar sozinhas. Fico me questionando: nossa até ela acha ela mesmo uma chata pra não querer ficar sozinha com ela mesma. Mas é sério!
Tem gente que arruma um desespero porque vai passar o final de semana em casa. Eu acho um máximo ficar um final de semana todo em casa, de preferência sozinha.
Ando com muita preguiça viu Marivalda. Preguiça das pessoas. Quando alguma amiga me liga me chamando pra sair já penso na 1 hora e meia que irei gastar para me arrumar e sair... Pronto, bateu a preguiça. Desisto.
Tem aquela música “todo mundo espera alguma coisa de uma sábado à noite”. Eu não ando esperando nada dos meus sábados à noite. Na verdade eu espero, espero um lual, bons amigos, um churrasco, um jantar, um filme, boa leitura. Nada muito agitado. Me cansa só de pensar em muita gente e coisa e tal.
Outra coisa que anda me incomodando: todo mundo acha que eu tô encalhada. Olha mas isso é uma meleca viu Marivalda. É um tal de “vou te apresentar para o meu amigo”, “meu primo vai se dar bem com você”, “já tá na hora de você arrumar um namorado”, “vai ficar pra titia”. Nossa isso tem me deixado possessa. Eu heim, eu to sozinha sim meu beeem, mas é porque eu quero. Se eu quiser mesmo é só fazer o escolhido vai ser você e ligar. Tem gente que não entende que eu preciso ficar um tempo sozinha. Eu tô sozinha porque eu quero. Tá sem luz no fim do túnel porque pra me encantar tá difícil, ando um pouco exigente para compromissos. Ando com preguiça de certas coisas. E tem gente que não entende isso. Algumas experiências me deixaram assim: com preguiça das coisas.
Bom, vamos voltar para a novela porque ela tá bombando.

Obs: Marivalda é minha amiga imaginária, gente boassa ela!!!!
Heloísa Lugão

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Como terminar com quem a gente gosta?

Preciso urgente dessa resposta.
É difícil terminar algo quando não se tem mais sentimento o problema aqui é que ainda tem sentimento. Tem sentimento da parte dos dois, mas não dá para ficarmos juntos. É muito complexo.
Eu juro, juro, juradinho: estou tentando me afastar, estou tentando terminar com isso. Mas é mais forte do que eu. A vontade de estar perto, de estar junto é mais forte do que o saber em fazer a coisa certa.
Não temos mais idade para nos deixarmos levar pelas nossas vontades e nem nossos desejos. Chega uma hora que não dá mais para fazermos o que queremos e gostamos e temos que fazer o que é preciso, o que é certo.
Somos muito parecidos e ao mesmo tempo muito diferentes, porém, isso não é o motivo que me leva a partir. Estou indo porque é melhor para nós dois. Não podemos ficar juntos.
É o que sempre falo: gostar/amor/paixão não são motivos para estar com uma pessoa. Relacionamentos precisam de muito mais que isso, talvez, nem precise disso, mas de várias outras coisas.
 
Precisamos nos afastar, precisamos colocar um fim onde acabou de começar. Precisamos ir, seguir nossos caminhos. Precisamos ir, mas cada um no seu caminho. Precisamos ser separados e não juntos mais.
Heloísa Lugão
 

sexta-feira, 1 de março de 2013

Superando o fim

Recebo vários emails de leitoras que encontraram o blog pesquisando no Google sobre o fim de um relacionamento. Pra quem não sabe comecei a blogar para tentar salvar um relacionamento e no final me salvei. Todas as minhas amigas quando terminam um relacionamento me procuram, acho que sou expert em fins rs. Querem colo, conselhos, ajudas. As leitoras também! E a vontade que mais sinto é de abraçar cada uma delas, abraçar bem forte e dizer: você não está sozinha.
É isso que sentimos quando um relacionamento acaba: solidão. Ele foi o último e acabou. A vida acabou. A dor é intensa, imensa e não tem nada que faça pelo menos aliviar. É assim mesmo.
 Comigo a dor é imensa ao acordar. É olhar para o celular e não poder mandar bom dia. É olhar para o celular e ver que não tem nenhuma chamada perdida e nem uma mensagem a ser lida. É abrir os olhos e lembrar que tudo acabou. Dói muito isso!
Na verdade só acabou o seu relacionamento a sua vida está ai ainda todinha e ela precisa ser guiada e cuidada. É do cuidado que eu quero falar.
A sua vida não acabou pra você parar de cuidar dela. Seus amigos também não terminaram com você pra você parar de procurar eles. Alias se for pra procurar alguém que seja seus amigos. Sua família não acabou pra você se esquecer deles. Seu hobby, seu estudo, seu trabalho, tudo ainda precisa da sua atenção, precisa de você e no fundo você também precisa deles pra seguir. Seu ex está seguindo a vida dele, vai para a balada, estuda, está sendo promovido na empresa, continua jogando a bola dele nas quartas à noite e você? Esperando ele e deixando a vida parar é o que não pode.
 A vida segue, ela precisa de cuidados e você também. Você precisa chorar, entrar no luto, mas também precisa se reerguer. Nada de viver assim por muito tempo. Você quer colo e precisa dá colo pra vida. Continuando a sua vida as coisas vão melhorar. È fazer mesmo sem vontade, sem animo, sem cabeça.
Você agora entrou em um novo ciclo, vai se redescobrir sozinha. Vai ver que nem tudo isso é tão ruim assim. Vai descobri coisas novas, conhecer gente nova, viver uma fase nova. É acreditar que vai superar. É matar um leão por dia. É olhar pra trás e ver que sua vitória está sendo linda. É deixar o celular sem créditos. É desativar as redes sociais se preciso. É curtir colo de amiga. É fazer programas em família. É fazer as coisas sozinha, porque agora você está sozinha e isso não é tão ruim assim. Você precisa de um tempo pra você e esse tempo é agora.
Ele será sim o último cara da sua vida se você não seguir a sua vida. Se você ficar a espera dele. Se você não se cuidar. Se você não se permitir. Homem bacana existe demais por ai e até melhor que seu ex.
Vai minha filha levanta essa sua vida que está estagnada por alguém que não faz mais parte dela. Vai se cuidar, cuidar da sua vida porque ela é o que você tem de mais precioso e importante. Ela não vai parar pra você resolver seus problemas. Ela não para, quem para é você e o que mais precisa agora é botar a vida pra andar.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Tô confusa, tô perdida


Minha cabeça anda fervendo. Mil perguntas e nenhuma resposta.

Tento escrever, mas fica sem nexo, não gosto e apago.

Não sei o que eu quero, no entanto sei exatamente o que NÃO QUERO.

Talvez esteja fugindo dos meus problemas, ou... Não sei.

Conversando com uma pessoa semanas atrás ele me disse que sou confusa, instável, não sei o que eu quero e com isso me deixo levar pela vida. Disse também que não confia nos meus sentimentos perante ele. Que a expressão “não sei” foi a que ele mais ouviu nesses 3 anos que nos conhecemos.

Bem, ele não mentiu quando disse isso. Nunca havia percebido e parado pra pensar sobre isso. Realmente sou confusa, instável e não sei exatamente o que quero. Eu enrolo. Deixo a vida me levar por não saber o que quero. Deixo acontecer, afinal é mais fácil é melhor e não preciso me desgastar pensando. Covardia? Sim, talvez. Não sei!

A minha esperança é que no carnaval minhas dúvidas fossem esclarecidas. Não precisava ser todas, pelo menos metade. As mais complexas. A dúvida que eu mais queria resposta consegui, porém, voltei com mais perguntas. Acho que perguntas não seria a palavra certa no momento, quem sabe a palavra crise seja a mais correta.

Talvez meu equilíbrio tenha ido pra longe, tão longe que se perdeu. Tenho tanta coisa pra fazer, resolver e só sei procrastinar. Enrolo (tenho esse dom!). Minha lista de metas está esquecida na agenda. Minhas coisas estão uma bagunça. Minha vida está uma bagunça.

Estou fugindo da realidade. Estou fugindo do pensar. Estou buscando outros meios de pensar para não pensar no que está acontecendo dentro de mim.

Fico esperando as coisas se resolverem sozinhas, mas não vai acontecer. Preciso parar e pensar e/ou resolver logo isso. Não consigo mais ficar naquela paz que estava. Me perdi e quero me achar.

 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

E ai já era é hora de recomeçar!

 
Não importa o quanto durou, o tamanho do amor que havia, o motivo do fim, mas acabou. Se acabou é porque algum motivo existia. Acabou porque um dos dois viu um motivo para chegar ao fim.
Sempre que meus relacionamentos (independente do tempo que durou) chegam ao fim o pior dia para mim é o dia seguinte. Acordo e sinto um vazio enorme, parece que metade de mim se foi. Sinto falta de ar. Daria tudo para não estar sentindo aquilo. Dou tudo para não sentir isso mais, mas pelo visto vou sentir muito isso ainda...é uma coisa que não muda em mim, é o meu jeito.
O luto é inevitável e merece muito ser curtido. Dou atenção a esse momento. Quero colo, abraço, carinho, atenção de todo mundo e dele que se foi também. Mas ele não vem me dá colo, ele talvez esteja como eu ou pior ou não esteja sentindo nada. Ele não pode vir, ele não quer vir, ele não tem motivo pra vir. Não importa eu sinto, sinto, sofro, choro, acho que vou morrer porque dói demais. Mas aprendi que de amor não morro e que preciso de forças para recomeçar. Começar do zero.
Descobri também nisso tudo que todos nós temos uma mola no fundo poço, só precisamos ativar. Já estamos no fundo poço, é escuro, é horrível, dói, dá preguiça de recomeçar, é muito ruim estar ali e todos nós sabemos o quanto é bom ser feliz, estar de bem com a vida, viver bem, ter paz, mas isso são coisas que não vemos. Isso tudo sumiu no meio da escuridão do fundo do poço. Não se vê nenhuma luz no fim do túnel. Não existe a chance, a possibilidade, a esperança e muito menos acreditar que vamos sair dali e que um dia teremos a paz novamente, a felicidade desejada, viver a vida leve e alegre. Porém, no fundo no fundo todos sabem que a vida é feita de fases e que essa fase ruim vai passar e que só depende de nós.
Viver o luto é bom. Dê atenção. Curta o momento. Come bastante chocolate, sorvete, escute as músicas que mais dói em você, fique um dia ao menos trancada no quarto escuro chorando, chore muito, fique na lama mesmo e sem culpa. Uma hora você vai cansar disso e vai querer dá a volta por cima. Uma hora vai se olhar no espelho e ver o caco de pessoa que você tornou. Vai ver que aquele relacionamento não era tão bom assim. Era muito ciúme, pose, brigas, não tinham respeito, vocês se agrediam verbalmente e até fisicamente, mentiras sobre mentiras, não existia muita compatibilidade, as agendas não se encontravam, enfim você vai ver que por mais que você goste do cara ele não era bom para ser seu namorado.
E ai que você vai querer recomeçar. Já aviso logo que não é uma etapa fácil. É complicada, tem pessoas que tudo na vida muda. Tem pessoas que se sentem altamente perdidas, mas no fim todas elas se encontram. Porém, só encontram quando procuram, quando correm atrás do que querem.
Doce ilusão para aqueles que correm da dor, que procuram nas baladas, em outras bocas, nas compras, na compulsão a saída do túnel. Um amor não se cura com outro amor. Um amor se cura recuperando o amor-próprio, recuperando a autoestima, fazendo o que gosta, descobrindo quem é você, conhecendo coisas novas. O amor se cura quando você se afasta do ex, corta todas as ligações com ele, afinal o que os olhos não vêem o coração não sente. É sumir dos olhos dele, não saber nada dele, não o deixar saber nada de você. É pensar no quer, no que foi, no que é. É ficar sozinha por um tempo, aprender a gosta da própria Cia, curtir a família, os amigos, fazer aquilo que tanto gostava e não podia por conta do namoro. É pensar no relacionamento passado e colocar na balança o que foi bom e o que não foi e decidir o que não quer mais em um relacionamento. È pensar sim, pensar em tudo. É mudar, nem que seja o corte de cabelo. É hora de descobrir, redescobrir. E quer saber uma coisa muiiito boa que vai descobrir: a força que você tem dentro de você e nem sabe que existe.

domingo, 4 de novembro de 2012

O que você quer ser quando crescer?!


Geralmente quando você chega aos seus 18, 20 anos você já sabe bem o que quer da sua vida. Vem às crises existenciais, você passa a descobrir o que quer o que gosta quem é você.

Acredito que todos nós temos essas crises, uns mais novos, outros mais velhos, uns buscam respostas, outros fogem, outros procrastinam, outros encontram.

Acontece que estou em uma fase de crises existencial aos meus 24 anos. Já tive várias outras vezes, mas fugia e procrastinava, porém, agora a vontade de crescer e obter as respostas são gritantes.

Já descobri muitas coisas, obtive várias respostas, mas ainda é pouco. É gente, a crise aqui está demais. Um dia eu quero no outro não, hoje eu gosto amanhã não. Isso tem me deixado louca, surtada. Não sei esperar, quero minhas respostas para hoje. Queria dormir e ao acordar tudo pronto tudo certo. Pena, isso jamais irá acontecer.

Mas aprendi também que a vida é um aprendizado constante, seja em momentos bons ou ruins. Muitas vezes esse aprendizado dói, machuca, mas um dia ele cicatriza e é isso que me mantém forte.

A vida é feita de fases e nada é permanente, hoje feliz, amanhã triste, depois feliz de novo e assim vai. Já as crises existenciais se você não der um jeito nela vai te perseguir até encontrar as respostas.

Surtando, enlouquecendo mas encontrando respostas, motivação e inicio de ação para mudar tudo aqui!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A impontualidade do amor

 
Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.

Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?

Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.

O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.


Martha Medeiros




segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Você está de castigo

Alguém nos coloca de castigo quando fazemos alguma coisa de errado. Agora quem vai me colocar de castigo não é minha mãe (que sempre me colocou), será eu mesma.
E me colocarei de castigo sempre que a senhora carência bater na porta. Preciso conseguir me controlar quando ela se faz presente, principalmente nas fases de TPM onde as alterações hormonais rolam soltas.
Teve um dia que um amiguinho me mandou um torpedo me elogiando, disse que eu estava cada vez mais bonita me deu os parabéns por isso e disse que tinha olhado minhas fotos no face. Respondi agradecendo e só, não puxei assunto. No outro dia rolou uma carência ( a maioria das minhas amigas estão de conversinhas com alguém e eu nada) e pensei em mandar um torpedinho para o amiguinho do dia anterior só para puxar conversar e quem sabe eu e ele voltávamos a ser amiguinhos de novo. E ai que resolvi me colocar de castigo.
Não quero nada com esse sujeito, sei que se eu for me encontrar com ele em estado de carência irei forçada pela a mesma e quando ela passar o nojinho vai ficar. Chega, uma hora agente cansa de bater com a cara na parede e fazer besteira em nome da carência. E se não aprende por bem aprende por mal. Está de castigo!
Minha mãe dizia “vá para o seu quarto pensa no que você fez e só saia de lá quando eu mandar”. No meu castigo o último lugar que eu tenho que ir é para o meu quarto pensar, lá posso fazer mais besteira ainda. No meu caso digo “vá arrumar alguma coisa útil pra fazer (porque você sempre tem) e enquanto isso não pense em procurar nada e nem ninguém. Vá se distrair”. E não é que dá certo!
Coloque-se de castigo no que achar preciso, carência é phoda!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A sua própria companhia!

E então que você se vê sozinha, literalmente sozinha em um domingo de tarde. Seu pai está dormindo, sua mãe na casa da sua avó, seu irmão ou com a namoradinha  ou com os amigos solteiros dele já que são todos crianças, suas amigas com os namorados, os amigos com a noivas e aqueles que não tem alguém estão estudando, dormindo, vendo TV, fazendo alguma atividade física, sei lá, mas não estão com o tédio e nem a vontade que você está. Você não quer dormir e nem ver TV, pois já fez isso o final de semana todo. Não tem o que estudar afinal acabou de passar pelas provas. Atividade física é a última coisa que você quer fazer. Na verdade a única coisa que você quer fazer é alguma coisa com alguém. Sei lá, qualquer coisa que você não faça sozinha.
Carência, tédio, aflição, solidão, medo de ficar sozinha pra sempre, medo de não encontrar nunca mais ninguém, afinal ninguém te liga para fazer um convite de programa a dois, medo, medo, tédio, agonia, tudo isso e muito mais numa simples tarde de domingo.
 Tá todo mundo se ajeitando, conhecendo gente bacana, suas amigas saindo com caras bacanas, àquela sua amiga do trabalho que está quase se aposentando lá com seus 59 anos arrumou um namorado. Até a cachorrinha da sua vizinha resolveu bater um love com o cachorrinho do outro (lindo) vizinho e você nada. Você nem usa mais o telefone pois sabe que ao ligar para uma amiga ou amigo eles não poderão ir ao seu encontro pois eles tem um encontro com o sexo oposto. Ok, todos tem alguém ou pelo menos estão caminhando menos você. Triste? Muiiiiiiito triste!!!
O problema não é quando bate tédio, carência, medo nas tarde do domingo, problema mesmo é quando se estende para todos os dias da semana, todas as horas e ai minha filha é nesse momento mesmo que você nunca vai encontrar algo bacana e cairá nas armadinhas, isso caso você se deixe levar pelas emoções.
Já me reconheci em vários momentos como estes citados nos primeiros parágrafos e sabe o fazia? Saia com quem não queria, beijava quem não tinha nenhum pouco de admiração, me iludia com uma pessoa que não tinha nada haver comigo. A desculpa?” Estou dando uma nova chance para mim, não custa nada responde hoje aquele torpedo que o Caio me mandou mês passado. Acho que hoje é um bom dia para ver aquele filme chato com o Julinho. Talvez seja hoje o meu dia de encontrar uma sintonia com o Rick.” Desculpas e mais desculpas e ia atrás.
Ruim era quando eu voltava pra casa, fracasso de saída “Nada disso gata é porque você não está acostumada com ele, está conhecendo, tudo que é novo causa uma estranheza. Depois retribua agradecendo que adorou o encontro (use seu lado de atriz) e que quer mais, mesmo que agora você não queira, amanhã você quer, afinal aos poucos você vai se adaptando a ele e aqueles mil defeitos que você viu e qualidade nenhuma.”
Oh God que vergonha eu sinto e aposto bem apostadinho que várias (os) que leram isso se identificaram. Pois é temos um medo de ficar sozinho e acabamos nos envolvendo com o primeiro (a) que parece. O desespero é maior que tudo e que todos. Mas as coisas não podem e nem devem ser assim.
Geralmente a maioria das pessoas que vivem na busca de uma cia do sexo oposto são pessoas carente, sem amor-próprio e com baixa autoestima se estes três itens sozinho são perigosos, imaginem juntos? Estrago total!!!
Tem horas que me acho a expert em solidão. Mais fui solteira do que namorei então sei bem lidar com ela. Metade dos meus amigos estão em algum grau de relacionamento (ficando, namorando, noivando, casando, com filhos) e a outra metade solteira. Diante de tantos amigos comprometidos nunca me importei em sair com casal e eu de vela. Mas tem horas também que bate o tédio, agonia, medo, solidão por estar sozinha. Sim eu sei, mas é só não dá casa comida e roupa lavada que eles se vão. Mas também já passei por poucas e boas até aprender a conviver com minha própria cia. Já chorei, já gritei, já surtei, já fiz mil e umas besteiras mas hoje eu aprendi.
Já fui muiiito carente, sem amor-próprio, baixa autoestima (todos que acompanham o blog sabe) e já fiz muita coisa feia, vergonhosa e que sofria depois. Já fui do tipo que ia para balada a caça, literalmente a procura de alguém e quando voltava no 0x0 era uma tristeza sem tamanho. Quebrava a cara todos os dias e não aprendia e ai resolvi buscar uma ajuda e fui ler e pesquisar sobre o tema e descobri (em resumo) que quem não gosta de ficar sozinho é porque não gosta da própria cia. Bingo!
É uma das maiores verdades que sei, faz todo sentido. Se você não está bem com você mesma não será um outro que irá fazer por você. Você se acha tão chata assim a ponto de não querer a sua própria cia?
Antes de encontrarmos um amor (tô falando de amor bacana e saudável) temos que encontrar a nós mesmo, entrar na nossa sintonia, poder olhar e falar “eu sou muito legal para aquele carinha ali” “eu sou muito legal que ficarei em casa sozinha curtindo a minha própria cia”.
Tem gente que arruma um namoro atrás do outro, não pode ficar em casa um final de semana se quer, tem que estar sempre cercada de alguém, quando sai tem que ser para lugares propícios para conhecer alguém, quando sai TEM que voltar com um contato. Desculpa mas se você é assim você está precisando aprender a conviver com você mesma (a), pois isso tudo é uma fuga de não estar com você.
Volta e meia recebo criticas pelo simples fato deu gostar de micaretas, festa que só vai criança e a pegação rola solta. Mas eu adoroo o estilo de música axé, danço até me acabar, quanto à pegação já fui muito disso, mas hoje vou por conta da música mesmo e claro se rolar rolou. Criticas também por eu ficar o sábado à noite em casa, ou melhor, o final de semana todo em casa dormindo, lendo, vendo TV, cuidando de mim. Na verdade foi assim que descobri que eu me amo, ficando em casa um final de semana todo na minha própria cia, cuidando de mim, me curtindo e sem reclamar, sem tédio, sem medos, apenas feliz por estar tão bem acompanhada.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Qual o problema de ser solteira


Tem uma moça que trabalha comigo que é lindaaaaa, de parar o trânsito: loira, corpo escultural, alta e magra, muito bem vestida e no auge dos seus 25 anos. Ela ficou solteira quase na mesma semana que eu, ou seja há quase 3 meses. Ela não curtiu e nem aproveitou nada dessa fase de liberdade, diz que não quer sofrer por nada e nem ninguém (eu também não) e com isso na mesma semana ela arrumou um namoradinho e já foi namorando logo de cara. Não ficou nem 1 mês junto e mandou ele passear, diz que não teve química, que não tinha aquela coisa (ela só foi ver isso depois de levar ele na casa dela e apresentar para os pais). Mandou ele rodar e partiu para o que ela tá hoje. Essa semana faz 1 mês que eles estão juntos e já viajaram, conhecem família e estão namorando, fazem tudo que manda o figurino. Fazem coisas que é pra serem feitas só com mesessss de namoro (eu e minhas opiniões).

No final de semana que passado tiveram um desentendimento e ontem ela veio desabafar comigo. Disse que ele é alcoólatra, que é doido, que tem atitudes de doido, que é bipolar, mas que é um cara bom, é um menino bom (com tudo isso e muito mais) e que está gostando de ficar com ele. Até ai tudo bem, até que ela me vira e diz "Poxa logo agora que eu pensei que eu tinha arrumado alguém bacana que pensei que poderia ser pra casar". Me vi na pele dela por diversas vezes.

Percebi depois dessa frase que ela pode até gostar dele, mas o medo que ela tem de ficar sozinha é maior, bem maior. Eu também tenho essas crises desse medo que odeio, mas sinto e sei que isso comigo tá indo embora, tô me sentindo mais confiante.

A sociedade ainda impõe que a mulher seja casada e com filhos. A mulher moderna: tem que cuidar da casa, dos filhos e do marido, trabalhar fora, ficar linda, e ser boa de cama...essa é a mulher moderna dos dias atuais, e eu acho que me encaixo aqui rs!

Semana passada li um artigo que quanto maior a escolaridade da mulher menor a chance de se casar, porque ela sabe do seu valor e não aceitará qualquer coisa. SURTEIIIII!! Eu que quero fazer outra faculdade, fazer pós graduação e quem sabe um mestrado, vi meu destino: pra titia :(   Mas depois entrei no eixo :D

Uma coisa concordei ali no artigo é que eu não aceito qualquer homem mais, qualquer migalha de amor, eu fico sozinha se for pra ser assim. Se eu chegar aos 40 e não tiver chance de me casar eu adoto uns 3 gurizadas e vivo feliz com eles, sem família, sem a minha família eu não fico.

Mas voltando ao título do texto para muitos ser solteira é o mesmo que dizer que é sozinha e encalhada, o que não tem nada haver. Eu sempre tive medo de ficar solteira, por isso que aceitava migalhas de amor e de relacionamentos, me sujeitava a tudo com medo de nunca mais o amor chegar.

A vida de solteira é muita boa pra quem sabe e quer olhar com bons olhos. Geralmente as solteiras se cuidão mais e são mais dispostas, fazem o que querem vão pra onde querem. No meu ponto de vista estar solteira é a fase do balanço, olha para o relacionamento que não deu certo e procura melhorar nos próximos. Ser solteira tem um leque de opção para a vida, para as coisas que acontecem.



Nessa minha fase de solteiro tenho aproveitado curtir o máximo que posso e ela está muito boa e também sei que um dia ela passará, um dia meu príncipe chega...eu sei disso. Nessa fase que me encontro é tudo muito novo pra mim, tudo muito bom, claro que tenho minhas crises de medo de ficar sozinha, de achar que o príncipe não vem, de carência, mas isso são crises que dá e passa e que eu sei que não vai acontecer. E enquanto ele não vem procuro aproveitar tudo que está acontecendo e o melhor, tenho procurado e encontrando a minha autoestima, amor próprio e o meu valor.

E por isso continuo dizendo: MELHOR SÓ QUE MAL ACOMPANHADA!
 
Texto extraído do blog antigo

 

Obs: quem quiser escrever para o blog, entrar em contato comigo é só mandar um email para avidamudaeutambem@gmail.com

Já visitaram o blog novo? http://avidaecafonnaa.blogspot.com.br/