Enfeite seu coração! Automaticamente estará enfeitando você! Heloísa Lugão

quinta-feira, 24 de abril de 2014

A música


Era madrugada fria e estávamos juntos. Mágico, sim, como tudo que aconteceu.
Lembro-me quando colocou aquela música e dizia que seria a nossa música.
Perguntei quem cantava e você respondeu, exclamei “putz deve ser cafona”.
Quando começou a tocar você cantou e começou a chorar.
Lindo!
Claro que amei a música.
Sei cantar ela toda.
Acho que nunca prestei tanta atenção em uma música como prestei nessa.
Fizemos juras de amor.
Que mesmo que acabasse sempre íamos lembrar um do outro.
E assim seguimos.
Distantes, mas sempre lembrando um do outro.
E depois de algum tempo ainda lembro dela, de você, de tudo que aconteceu...

Marcou.
Foi bom.
Fui muito feliz.
Foi intenso.
Surreal.
Pena que acabou.
Agora só tenho lembranças,
Saudades.
Olhos brilhantes
Sorriso lindo.
Posso dizer que já amei alguém...

Mas acabou
E saber que você hoje está bem me deixa bem e feliz

A música
A nossa música

Lembrança boa é aquela que lembramos e sai um sorriso
Algumas gargalhadas bobas
E é assim que estou agora
Feliz por tudo que vivi com você Capial ( rs)

Heloísa Lugão



Deixa eu te amar
Edson e Hudson

Por que você me olha assim?
Qual o seu medo?
Alguém já te fez sofrer?
Qual o seu medo?
Diz pra mim

Se por amor já veio a sofrer
E agora tem medo
De amar e se envolver
Qual o seu medo?
Diz pra mim

Sei que palavras não vão adiantar
Se o coração não quer acreditar
Confie em mim, não vai se arrepender
O que eu mais quero
É não te ver sofrer

Amor sincero tenho dentro de mim
Pra te dar, é só você querer e arriscar
Pois não é ilusão
Nem tampouco atração
É mais forte do que pode pensar

Não sabe o quanto
Já sofri por amor
Conheço bem essa dor
Que destrói, e causa insegurança demais

Pra você superar
Tem que uma chance se dar
E não Ter medo de se apaixonar
Deixa eu te amar


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Fim de relacionamento



A primeira vez que Anne entrou em um consultório psicológico foi após um termino de namoro. Aos prantos contou para a psicóloga o ocorrido e a mesma disse “Você não sabe lidar com perdas”. Sim, ela estava certa! Perda não era para Anne.

Durante dois meses Anne se dedicou de corpo e alma para um relacionamento diferente de todos vividos nesses seus quase 26 anos. Foi um relacionamento onde ela não queria no começo, mas teve que iniciar. Foi “sofrido” começar já que aquele tipo de romance nunca foi o que ela quis.

Com o tempo passando a moça se viu perdidamente apaixonada pelos conhecimentos adquiridos. Todos os dias alguma coisa a dizia que mesmo sendo dolorido ela estava no caminho certo. A paixão pelo curso que fez cresceu. Na verdade, nasceu. Nasceu porque durante 6 anos de curso Anne nunca sentiu o amor pelos livros de Direito.

De fato que esse relacionamento extremamente sério de Anne e os livros de Direito mudaram a vida dela.

Teve que abrir mão dos amigos, das saídas nos finais de semana, de boas noites de sonos, de vários hobbys, acordar cedo nos finais de semana para freqüentar o curso, se desligar do mundo.

Descobriu que era mais forte do que imaginava, mais inteligente do que pensava. Mais determinada do que diziam. Viu seus limites de perto. Superou medos, onde chorava quase todos os dias de medo. Venceu o cansaço. Descobriu quem estava do seu lado. Tomou decisões importantes. Viu-se decidida como jamais pensou. Teve inversões de prioridades em sua vida. Vivenciava todos os dias com a bipolaridade. Anne se superou e chegou perto de onde queria, contudo, não chegou onde gostaria.

O dia da prova chegou e ela foi fazer. Aquela prova seria 3º último passo para chegar a uma nova vida. Uma vida que há 8 anos atrás ela não queria e agora sabia que aquilo era o que queria.

Teve crise de pânico ao chegar ao local da prova onde tremia, suava, ficou viajante, respiração ofegante, queria sair correndo dali. Entregaram sua prova e simplesmente passou a crise de pânico. Bipolaridade, víamos todos os dias por aqui! Fez a prova, entregou e ao sair dali só queria sentar em um bar e tomar uma cerveja bem gelada e assim fez.

A companhia não podia ser melhor: seu irmão, sua prima e seu melhor amigo, todos seus grandes e maiores incentivadores. Anne bebeu algumas cervejas e começou sua declaração e choros. Ah esses bêbados...

Sai o gabarito e foi corrigir. Infelizmente não deu dessa vez, mas foi por pouco. Foi perto, bem pertinho.

Chorou que nem criança no colo da mãe. Não acreditava que todo seu esforço foi em vão. Dizia que nadou, nadou e ficou no mesmo lugar. Repudiava pelos sacrifícios que fez e foi em vão.

Sua mãe lhe deu um calmante e foi dormir. No meio da madrugada ela abre os olhos e diz: o que vou fazer agora da minha vida?

Geralmente essa pergunta ela se fazia quando alguma coisa tinha chegado ao fim e no fundo chegou. Toda uma rotina e no outro dia teria que adaptar novamente a antiga rotina. Mas ai que está: ela não queria mais a antiga rotina. Ela queria mais, ela queria continuar até conseguir o que queria. Sua teimosia fazia jus ao seu signo de touro.

Um não, não a satisfazia e ela ia continuar naquele relacionamento sério de estudos. Era aquilo que decidiu para a vida dela no momento. Era por um bom relacionamento que ela ia batalhar. E se fosse preciso fazer todo sacrifício que vez, fará novamente.


Heloísa Lugão

quarta-feira, 9 de abril de 2014

A falta que faz um abraço, um carinho, uma boa palavra


E hoje, mais do que tudo Anne precisava de um abraço apertado, sentir uma mão segurando a sua, um carinho inesperado.

Medo. Anne só sentia medo hoje.

Ao acordar dirigiu-se ao seu irmão e pediu um abraço forte e apertado. Ele deu, contudo, ela queria mais.
Hoje ela só queria se sentir segura e está impossível de acontecer.

Heloísa Lugão

terça-feira, 8 de abril de 2014

A vida mudando, trazendo novos ventos...



Anne estava prestes a fazer uma prova que irá mudar sua vida, alias já estava mudando. Há menos de seis dias para essa prova Anne só sabia pensar em balanços, buscar equilíbrio, tranqüilidade e adquirir mais conhecimentos.

Ela já havia comentado com alguns amigos que ao sair daquela prova iria se sentar no primeiro bar que visse, pediria uma cerveja bem gelada para refrescar a mente e uma tequila bem forte para aliviar. Pediria também ao garçom para sentar-se e escutar suas lamúrias. Desta vez ela não iria falar de seus casos amorosos e sim da vida profissional.

Esse lado na vida da moça estava muito confuso até alguns meses. Ela não sabia se queria ser uma grande advogada ou uma nobre professora de português ou talvez uma simples psicóloga.

No final do ensino médio ainda não sabia o curso a se matricular até o dia que seu pai chegou em casa e disse que havia feito sua inscrição de vestibular em um curso de direito. Anne prestou o vestibular e passou. Seu pai a matriculou e ela simplesmente freqüentou o curso. Digo que freqüentou, pois ela nunca deu muita importância para o curso que fez “pelas coxas”. Para se ter uma idéia ela nem sabia que para virar uma advogada precisava passar pela prova da OAB, descobriu isso em meados do primeiro período.

Por diversas vezes durante as aulas ela parava e pensava “o que estou fazendo aqui?” e não encontrava uma resposta. Matava aulas para dormir, ir às baladas, namorar. Não estudava. O que a manteve durante os seis anos de faculdade (ela demorou pelo fato de ter reprovado em algumas matérias e ter trancado o curso) foram os colegas de classe e o fato do pai nunca admitir a troca de curso. Anne simplesmente freqüentou ao curso.

A moça conseguiu terminar o curso, contudo sem a carteira da OAB ela era um “Nada Jurídico”. Não encontrava um emprego bom e que a pagasse tão bem quanto diziam por ai. Aquilo a desmotivava mais ainda a dar seguimento na carreira jurídica, até que um dia ela conseguiu um estágio na área.

Ficou feliz já que iria trabalhar na área, porém sentia medo. Medo, porque durante todo seu curso não fez estágio e nem trabalhou em campo. Quando foi admitida chegou para sua chefe e disse “eu não sei nada, não tenho experiência nenhuma”. Do mesmo jeito foi admitida e começou a trabalhar em um excelente escritório de advocacia, regado de pessoas inteligentes e uma chefe que simplesmente a cobrava muito e a fez tomar gosto pelo Direito.

Naquele ambiente profissional Anne se sentia muito inteligente e com isso buscava cada vez mais aprender. Com isso e pelas milhares oportunidades que estavam aparecendo ela começou a ver que aquilo era o que queria para sua vida.

Diferente das outras mulheres Anne preferia ser chamada de inteligente a gostosa. Gostaria muito mais de ser conhecida pelos livros que leu, filmes que viu do que pelas baladas que freqüentou ou pelas roupas que usa.

Um de seus maiores desejos era não ser como seus pais no lado profissional. Sua mãe teve oportunidades, mas fez escolhas erradas. Seu pai não teve muitas oportunidades e nas poucas que teve também fez escolhas erradas.

Anne sempre se recordara de quando alguém a conhecia e perguntava o que estudava ou que fazia e ela dizia que era estudante de direito ou já era formada em direito e as pessoas faziam caras de como aquilo fosse a melhor coisa do mundo, ou coisa de gente inteligente, ou coisa de gente chique, Anne não entendia o glamour daquele curso até que...

Como estava fazendo um estágio, não estava conseguindo um emprego melhor sem a bendita carteira vermelha e sua chefe estava cobrando a mesma Anne decidiu na virada do ano que o ano de 2014 seria o seu ano profissional, que naquele ano que se iniciava ela iria se virar para mudar esse âmbito da sua vida. Setor no qual só dependia dela para ser mudado.

Começou a fazer um curso preparatório para a OAB onde suas aulas eram nos finais de semana. Pôr-se a abdicar as suas saídas na sexta-feira à noite e até mesmo a sua vida social. Saiu da academia, estava sem um corte no cabelo, sem unhas feitas (ela também não parava de roer as mesmas), profundas olheiras e uma sobrancelha enorme já estava sem tempo de ir ao salão, estava levando como podia.Estava cada vez mais constantes estudos em pleno sábado à noite. Durante os seis anos de faculdade ela nunca estudou em um sábado à noite. Durante todo o tempo de faculdade nunca estudou o quanto estava estudando naqueles últimos dias.

O mais engraçado de tudo é que apesar de tudo ela sabia que estava no caminho certo. Mesmo passando seus apertos, abrindo mão da vida social, dos finais de semana, ansiedade e nervoso tomando conta ela estava cada vez mais certa de que aquilo era o que queria para sua vida durante um bom tempo. Ela gostava dos ensinamentos adquiridos em saber que a cada estudo que finalizava se tornava um pouco mais inteligente.

Mesmo se não passasse nessa primeira prova ela sabia que não iria desistir. A palavra “não” nunca fui motivo para desistência para essa nobre mulher taurina que fazia jus em ser teimosa como é de característica de seu signo.

Estava decidida a querer mais, mais cursos e mais estudos. Estava feliz por tudo aquilo ainda que todos os dias chorasse de medo dessa prova. Ela sabia que isso era apenas o começo de uma nova fase da sua vida.

Heloísa Lugão


sexta-feira, 28 de março de 2014

Quando um amigo se apaixona


Anne sempre foi o tipo de menina que fazia amizades com muita facilidade, principalmente com os meninos. O jeito leve e brincalhona ajudavam a fazer amigos. Porém, nos últimos dias a moça alegre estava passando por uma situação nunca vivida e estava sem saber o que fazer: um amigo estava apaixonadinho por ela.
Eles se conheceram em um carnaval, se beijaram, mas depois ficou apenas na amizade. Uma amizade que ia crescendo cada vez mais, uma amizade que ela gostava muito e que se um dia fosse perder iria sentir muita falta.
O tempo foi passando e depois de um ano eles voltaram a se beijar em uma balada e depois a disso que a coisa foi ficando complicada. Ele estava cada vez mais próximo dela e deixava transparecer seu sentimento por ela através de gestos e atitudes. Ela estava desconfiada até que as amigas a alertaram para que tomasse uma atitude o quanto antes para não estragar a amizade. Desde então ela tinha certeza pelos sentimentos do menino.
Anne estava se sentindo perdida, sem saber o que fazer. Seu maior medo era e é perder a amizade daquele garoto de alma leve que passava paz para ela.
Ela gostava muito dele, contudo, era diferente do jeito que ele estava gostando dela.
Para ele, ela seria o topo dele. Ela é formada, ele não. Ela é mais velha. Gostam das mesmas coisas e tem vários amigos em comum. Só que Anne quer o mundo e ele o mundinho dele. Para ficar com ele a moça teria que abrir mão de muitas coisas. Ela era muito compreensiva e ele não muito. Ela está focada nos estudos e ele vive fazendo convites e até mesmo insistindo para ela ir a baladas com ele. Ele não entendia que o foco dela é outro. Ele não entende que entre os dois no momento é apenas amizade. Digo no momento porque amanhã tudo pode mudar. A vida muda, não é mesmo?!
Anne só queria tomar uma dose de coragem e de palavras certas para conversar com o garoto, só que não sabia em qual bar ou farmácia vendia a tal dose. Ela tinha quase toda a certeza que a amizade entre eles iria diminuir muito ou até mesmo acabar, todavia, ela não queria vê-lo sofrer. Muito menos por ela. Ele a fazia tão bem e ela não iria suportar o ver sofrendo.
Ela no momento só queria a tal dose e que isso não passasse de um mau entendimento da parte dele.  Ela precisava agir, só não sabe como.


Heloísa Lugão

sexta-feira, 21 de março de 2014

O email


No outro dia após o encontro com Pedro, Anne chegando ao trabalho checou seus emails e viu um email de Pedro:
“Anne,
Sei que te fiz muito mal e gostaria que soubesse que o jantar de ontem era uma forma para me desculpar, porém você não me deixou chegar a este ponto. Pegou as suas coisas e do nada foi embora, não me deixou explicar, pedir desculpas.
Enfim, gostaria muito de uma nova chance com você.
Beijos
Pedrinho”
Ao ler o email a moça só se lembrara dos que suas amigas lhe diziam “Calma, ele vai vir te procurar”. Lembrara também das inúmeras vezes que ela queria e esperava pelo aparecimento dele. Quantas vezes ficara esperando um sinalzinho se quer de fumaça. Agora já era tarde, não havia mais sentido.
O celular apitou e era uma mensagem de texto. Era Pedro desejando bom dia. Pedro raramente desejava bom dia a ela, só quando queria marcar território ou algo com ela. Logo após isso Fernando também mandou uma mensagem de texto a Anne desejando-lhe bom dia e lembrando que tinha adorado a visita surpresa na noite anterior.
Havia tantas diferenças entre Pedro e Fernando e a melhor delas é que Fernando  valoriza o tempo todo, Pedro precisou perder. Era por Fernando que Anne estava se encantando cada vez mais, o jeito sincero, divertido, a boa companhia e o melhor: ele não tinha vergonha de sair com ela e nem a escondia de nada e nem ninguém.
No fundo Anne ainda sentia alguma coisinha por Pedro, um restinho de nada, mas tinha, e quem a ajudou muito foi Fernando que mostrou outras coisas a ela.
Sem pensar duas vezes respondeu ao email.
“Pedro,
Não lhe peço desculpas pela minha saída de ontem, pois não me arrependi do que fiz. Estava tudo um tédio. Não sei, mas eu fiquei o tempo todo procurando o tal brilho que via em você e não achei.
Não estou falando isso porque estou com orgulho ferido e/ou porque quero parecer a difícil e fazer você pagar por tudo que me fez passar. Não vou fazer nada disso, até porque acho que a vida já está fazendo. Hoje você não me interessa.
Você não faz ideia do quanto que sofri e chorei por você. Você não sabe, mas parei de escutar Chico Buarque para não lembrar de você. Hoje em dia detesto samba, já que você é apaixonado. Não assisto mais lutas já que você é vidrado e já até lutou. Não vejo mais filmes policias porque sei que você adora. Não bebo mais cerveja, a sua bebida preferida. Não frequento aos lugares (poucos) que lembram você. Joguei fora as lingeries que você adorava. O vestido sexy que sempre me elogiava. Voltei a fumar e a beber wisk, já que você odeia. Voltei a usar o batom vermelho que você tanto julgava dizendo que era coisa de mulher da vida.
Você não tem noção do quanto vaguei por ai sozinha. Quantas amizades com os garçons já fiz neste tempo. Você não faz ideia dos pileques que tomei. De quantas vezes dormia e acordava chamando você.
Eu me apaixonei por uma pessoa que nunca existiu, existiu na minha mente, naquilo que eu achava que você era. Você mentiu pra mim o tempo todo. Você me escondia nunca me assumiu. Nunca saiu de mãos dadas comigo pela rua. Nunca me apresentou para um amigo seu. Sempre fui sua garante e nunca um bom sentimento pra você.
Quando você foi embora só me lamentava pelo o que perdia e hoje vejo que quem realmente perdeu foi você. Eu gostei de você de uma forma verdadeira e única. Sentia borboletas no estomago quando te via. Fazia de tudo para te agradar. Achava você único e aos poucos você foi se tornando mais um. Você perdeu a chance de ser feliz, de ter alguém que gostasse verdadeiramente de você.
Hoje olho, paro e penso sobre o Pedro e ao colocar na balança os defeitos e as qualidades só vejo defeitos. Seus erros foram demais para mim.
Não estou falando tudo isso para lhe ofender, apenas estou dizendo o que está acontecendo. A intenção e nem falar mais com você. Não é porque você me faz mal, mas você hoje é indiferente para mim. Você já foi o meu bem e hoje é um qualquer, sem diferença na minha vida.
Não vou dizer também que já não sinto mais nada, ainda sinto sim um sentimentozinho lá no fundo só que tudo que me fez passar é superior ao sentimento e tem gente me encantando cada vez mais por ai. Tem gente se fortalecendo nas suas falhas.
É finalizo por aqui dizendo que siga sua vida, seja feliz e que continue sumido da minha vida como estava até então. Não me venha com essa de sermos amigos uma vez que nunca fomos amigos e não seria agora que isso ia acontecer.
Apenas desejo sorte, felicidade e meus pêsames por você não ter valorizado alguém que gostou de você.
Desejo a felicidade que estou sentindo!
Ah não poderia esquecer: obrigada por ter sumido da minha vida e me dado à oportunidade de conhecer coisas novas, ser uma nova Anne e conhecer o meu novo Meu Bem.
Att,

Anne Andrade”


(cenas dos próximos capítulos)

Heloísa Lugão

quarta-feira, 19 de março de 2014

A vida é cheia de oportunidades


Ela tinha acabado de chegar ao trabalho e o celular tocou, a chamada era de um número que ela não tinha em seus contatos. Atendeu pensando que era um cliente:
- Alô!
Do outro lado uma voz masculina que na primeira palavra ela já suspeitava de quem fosse.
- Alô, bom dia Anne!
- Bom dia, quem está falando?
- Poxa, já me esqueceu, não tem mais meu número, você sumiu. Ah é o Pedro.
Por um momento Anne se calou e veio um filme em sua cabeça, um filme que ela vivera e que já tinha superado. Um filme que começou bem e terminou com um fim triste para ela.
- Oi Pedro.
- Anne, estava pensando em jantarmos hoje a noite. Você sumiu, não nos vimos e nem nos falamos mais. Sinto falta da sua adorável companhia. Posso te pegar as 20 horas?
- Não sei Pedro, meu dia nem começou para saber como será o fim dele, mais tarde te confirmo.
- Ok, aguardo.
Anne desligou o telefone e foi para a cozinha do escritório pegar uma xícara de café pois não estava acreditando naquilo. Precisava se acalmar e dar inicio aos trabalhos, contudo ela não conseguia se concentrar.
Pedro entrou na vida de Anne, trouxe alegria, deixou a moça apaixonada, fez festas e simplesmente pegou suas coisas e se retirou da vida daquela garota. Sem ao menos dizer um tchau, sem ao menos se despedir ele foi embora e não atendia mais suas ligações, não respondia suas mensagens. Pelas redes sociais Anne via nitidamente que Pedro simplesmente não a queria em sua vida e que estava curtindo a mesma com uma grande alegria diferente de Anne.
Anne passava noites em claro na esperança de uma ligação de Pedro bêbado na madrugada, ela chorava com gosto, rolava na cama abraçada em seu travesseiro chorando sentindo saudade e tristeza daquele moço que fez tantas promessas, sua vida simplesmente parou quando ele foi embora, ela não queria mais nada apenas Pedro de volta.
O tempo foi passando e ela percebeu que a vida dele estava indo muito bem e não aguentava mais tanta tristeza e choro. Ela decidiu que não iria mais perder noites em claro esperando um sinal dele. Ela decidiu que seria feliz nem que para dormir fosse ingeridos alguns calmantes, nem que apagasse todos os contatos dele, que fizesse coisas novas e que não lembrava ele, que se fosse possível mudasse de vida ou país, tudo para esquecer o moço egoísta.
Sim, ele foi egoísta. Ele não precisava ficar com ela, todavia, também não precisava fazer o que fez. Fazendo com que ela se sentisse culpada.
O dia foi passando e ela foi lembrando de tudo o que aconteceu e acabou se esquecendo de confirmar o convite.
Ele ligou no fim da tarde:
- Anne, liguei para confirmar o nosso jantar. Te pego as 20 horas?
- Ah sim, pode ser.
Anne aceitou sair com ele e o que mais a instigava era que antes ela que o convidava para sair e que se ela não confirmasse ele também não ia. Ela mais uma vez teve certeza de que quem quer dá um jeito.
O dia foi longo e cansativo e ela estava sem animo para ficar se arrumando, sendo que antes, quando sabia que ia se encontrar com seu amado ela ia super produzida. Foi básica e sem o brilho de moça apaixonada para o encontro. Ela já não era mais apaixonada por ele.
Quando ela chegou ao restaurante ele já estava lá a espera.
Sentou-se.
- Anne, escolhi este restaurante pois sei que é o seu predileto.
- Obrigada Pedro, mas este já foi o meu predileto. Descobri um novo restaurante.
- Que legal Anne!
- É, a vida é cheia de oportunidades.
- Você viu que aquela sua banda vai fazer um show aqui na cidade, se quiser te acompanho.
- Obrigada querido, conheci uma nova banda que fará show no próximo final de semana na cidade. Optei por ela. A vida é cheia de oportunidades.
Em tudo que Pedro falava que sabia sobre Anne a mesma rebatia mostrando que não era mais a mesma Anne que ele conheceu. Não era para contrariar ninguém, ela realmente tinha mudado, feito o que podia para esquecer aquele amor que tanto a machucou e ela tinha certeza que valeu a pena, pela nova pessoa que se tornou e por esquecer aquele amor.
Tendo certeza que não havia mais sentido estar naquela conversa chata, sem falar nada pegou sua bolsa e se levantou.
- Anne, o banheiro é para o outro lado.
- Estou na direção certa, estou indo embora.
- Mas poxa, você nem se despediu.
- Você também quando saiu da minha vida não se despediu.
- Mas é que...
- Eu não sumi, só cansei de ouvir sua caixa postal, de ler que você tinha visualizado minhas mensagens e não respondido, ver que a sua vida está indo muito bem sem mim.
- Não é bem assim. Nem por isso você pode pegar sua bolsa e me deixar sozinho aqui nessa mesa.
- A diferença é que agora eu estou dizendo que estou indo embora, quando você saiu da minha vida você não disse que ia. E estou apenas deixando você sozinho em uma mesa de restaurante, por uma noite. Eu fiquei sozinha “na vida” e por várias noites e dias quando você foi embora.
Anne saiu andando em direção a saída e Pedro atrás dela
- Anne, eu te chamei para jantar para tentarmos, sinto sua falta.
- A vida é cheia de oportunidades Pedro.
Anne entrou no táxi, passou o endereço e fez uma ligação.
- Ei Fernando, estou passando ai para te ver. Estou com saudades...
É a vida mostrando que está ai cheia de oportunidades.


 (cenas dos próximos capítulos)


Heloísa Lugão


segunda-feira, 10 de março de 2014

Sem mentiras, apenas verdades

Estou aqui, morrendo de saudade de você. Arrumando um jeito de te procurar, chamar sua atenção, mas ao mesmo tempo quero distância de você. Já sofri demais por um alguém que nem ao menos se lembra mim. Ok, você lembra apenas quando precisa.

É tanta saudade que às vezes sufoca. Dá nó na garganta. Tem saudade que é bonita, a sua é feia. Têm mentiras, sumiços, desculpas, furos, mancadas. Na verdade eu me apaixonei por um alguém que não existe. Existiu dentro das mentiras que você me contava e no mundo que eu criava.

Mas sabe, mesmo sufocada eu resolvi ir embora. A minha avó sempre me disse que devemos gostar de quem gosta da gente e percebi que tem gente que gosta de mim. Sem mentiras, apenas verdades.

Não te procuro, deletei seus contatos e resolvi começar um novo ciclo na minha vida, onde você não faz mais parte.
 Eu cansei de te procurar, de esperar o mínimo da sua atenção, de achar que um dia você iria olhar parar mim como olho pra você.

Cansei, coloquei meus sentimentos, sonhos, planos, tudo que incluía você dentro de uma mala e joguei em um rio para que eu nunca mais encontre a mala.

Quero sorrir bonito, amar gostoso, carinhos delicias, abraços sinceros, muitas verdades e você longe de mim.

Quero gostar de alguém como gostei daquele moço simples, aquele sentimento suave, que me trazia paz, verdades, amizade e muita alegria. Só quero a sorte de um amor tranqüilo, bonito e verdadeiro.


Heloísa Lugão

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Tá eu sou homem. Só pode!


Tá eu sou homem. Só pode! Ou em vidas passadas eu era. Ou todo mundo é assim, tanto homem quanto mulher.
Dizem que os homens gostam de conquistar e odeiam quando a mulher mostra que está afim. Li mil livros e todos eles dizem que os homens gostam do desafio. Cresci ouvindo dizer que quando o cara sabe que a moça está afim ele simplesmente perde o interesse.
Que os homens gostam do desafio da conquista, da insegurança, da esperança, de se esforçar e mostrar para a garota que ele é bom o suficiente para ela.

Homens detestam receber poesias, músicas e filmes de uma garota que ele ainda mal conhece. Eu também, no caso quando recebo de algum cara. Mas também adoro receber isso quando sinto algo pelo sujeito.
Homens gostam de tomar atitude. Eu também gosto, me sinto uma mulher de verdade.
Homens abominam mulheres que pegam no pé, controlam e ficam falando toda hora. Tô com eles. Caras assim são chatos.

A pessoa pode ser o mais encantador que seja, mas se soubermos que ele já está afim sem nos ao menos dar uns beijinhos ou bater um bom papo já desanimamos. Não queremos mais. Até porque não se tem graça conquistar uma pessoa que já está conquistada.
Queremos nos esforçar, dar o nosso melhor para conquistar a pessoa a amada, ai ele vem e mostra que não precisamos fazer tanto e... Desanima.

Um cara para conquistar uma moça que é parecida com eles tem que se esforçar, demonstrar não é o suficiente.

Cheguei à conclusão que os homens preferem as moças sem tempero. São aquelas que não tem opinião, aceitam tudo, que não tem personalidade, que fazem de um tudo para agradar o sujeito. Na verdade homem assim, pra mim, não é homem de verdade.

O rapaz ao te conhecer fica todo feliz ao perceber que você é inteligente e com o passar do tempo ele tem a certeza que você é inteligente. Talvez um pouco mais que ele ou como ele e pra ele isso já é o fim e ele dispensa a moça.

Homem de verdade é aquele que aceita ser desafiado por uma mulher. Aquele que topa qualquer parada. Que agüenta mulher que verdadeiramente pode ser chamada de mulher.

Mulher de verdade gosta de homem de verdade. Aquele que ao invés de falar com os amigos que a mulher é a mais gostosa diz que ela é a mais inteligente. Homens que adoram saborear mulheres com bastante tempero.


Heloísa Lugão

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Lá no facebook



Quem me conhece sabe o quanto sou viciada em redes sociais. Ali vejo os acontecimentos diários, descubro um pouquinho de quem é quem, fico por dentro das fofocas, sei o que está rolando na TV, sei o que é modinha e por ai vai. Porém a rede social chamada facebook tem me tirado um pouco do tempo. Não, me tira muito tempo.

Tenho uma fanpage e participo diariamente de três grupos e isso já toma o tempo. O problema é que as vezes falta disciplina. Eu e muitas pessoas deixamos de fazer muitas coisas e obrigações para ficar no facebook.

Mas o que realmente me incomoda naquela rede social é tamanha a falsidade das pessoas. Tem gente que quase se mata no mundo real e no virtual se ama imensamente. Se as pessoas conseguem viver assim, bom pra elas. Não. Sinceramente, azar o delas que vivem em mundo de mentiras. Lá você é quem você quiser, você molda tudo bonitinho para as pessoas pensarem o melhor de você. Na vida real, dia a dia, as coisas mudam muito. No cotidiano você é quem suas atitudes mostram. Aquelas atitudes que fazemos quando realmente somos nós e não aquelas que paramos e pensamos “nossa, fulana fez isso deu ibope vou fazer também”, “ciclana fez aquilo e foi bonito e também vou fazer”. No facebook as pessoas fazem o que não fariam na vida real e vice versa.

Sem querer me achar, mas já vi várias pessoas me plagiando. Colocando coisas que eu gosto, o jeito que eu falo tem gente que copia, coisas que eu faço tem gente que quer seguir o mesmo caminho, querem ser uma coisa que elas não são. Ai você diz: uai, não é porque você gosta de tal coisa que ela é única e exclusiva pra você. Realmente, concordo com você, só que a gente sabe quando é mentira. A gente sabe quando uma pessoa que na vida real não é nada daquilo que passa no mundo virtual.

As pessoas querem ter um número significante de amigos. Tem gente que curte, comenta e as vezes até no chat te chama e quando passa por você na rua nem olha para a sua cara. Nem um “oi”.

E o tal da ostentação? Não sei porque ainda não criaram um funk falando sobre a ostentação que acontece lá. Bom, se tem eu não sei, não sou muito chegada a funk. As pessoas querem mostrar o que tem de melhor só para ganhar curtidas.

Uma vez um amigo me disse que um dos motivos que o levam a não ter facebook é o fato de que quando a pessoa posta uma foto todos os comentários são iguais, todos os mesmos. Que a pessoa é linda, bonita, gata, coisas do tipo. Já parou pra pensar nisso?!

A minha relação com o facebook já foi muito mais intensa e aos poucos tem diminuído. Já fui dessas de ostentar, de ter um número significante de amigos, de colocar fotos só pra ganhar curtidas e elogios. Mas nunca fui dessas de falsidade e de ser alguém lá que não sou aqui fora. A mesma que você la no mundo real é a que você vê aqui no mundo virtual.

Meu lema de 2014 é menos facebook e mais blog. Facebook será usado em tempo mínimo. Atenção lá, será voltada para a minha página e os grupos que participo. A vida aqui fora chama, tem muitos livros pra ler, muitos lugares para conhecer, muitas responsabilidades a serem cumpridas, muita vida pra viver.

Heloísa Lugão


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Será que todo mundo merece uma segunda chance?



Nos últimos tempos parece que todos vieram me pedir uma segunda chance, seja no lado de relacionamento ou de amizade. Confesso que até assustei pela quantidade de desculpas.

Acontece que 95% dos casos são de pessoas que fizeram hora com a minha cara, cansei de ser boa e pulei fora. O 5% é referido a uma situação que me magoou muito.

A pessoa do 5% me pediu desculpas por um bom tempo, mostrou que era merecedora do perdão (eu tinha desculpado, mas ainda lembrava com dor já que fiquei muito sentida), ela provou que era merecedora do meu perdão e ela ganhou o mesmo. Agora só falta o abraço de perdão que vai acontecer em breve já que estamos marcando.

Já os 95% são de pessoas que vieram pedir desculpas e uma segunda chance, eu disse que ia pensar e essas pessoas se afastaram. Não quis mostrar real interesse e nem que havia mudado. Teve o caso também que dei uma segunda chance e a pessoa parece que pulou fora.

Chego a conclusão que nem todos merecem uma segunda chance, a não ser aqueles que provam que realmente querem a mesma. Se uma pessoa é babaca com você uma vez ela tem muitas chances de ser babaca com você  duas vezes.

Mas antes de tudo devemos nos valorizar e não deixar que gente babaca se aproxima. Bom, isso não é tão fácil porque a pessoa babaca sempre é legal no começo, legal até se mostrar que é babaca. Quando uma pessoa se mostra babaca temos que nos afastar do mesmo. Isso é proteção, valorização da felicidade.

O mais importante que penso são nas pessoas que fazem de tudo para estar por perto, para não dar uma vacilada, para não se afastar de você. Essas pessoas que realmente te valorizam é que são merecedoras da sua valorização.

Pra ser bem sincera não estou muito afim de dar segunda chance pra quem teve. Tem muita gente querendo só a primeira. Acontece que tem coisas, sentimentos e pessoas que perdem a graça pra mim, que ontem fazia sentido, mas me deixou chateada e hoje perdeu a graça.

Não gosto de gente que valoriza só quando perde, gente assim é gente burra e ignorante e pessoas deste tipo quero distância. Gosto de gente que valoriza cada sorriso, cada lágrima e que não pensa em nenhum momento de sair de perto da gente.


Heloísa Lugão

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Algumas coisas que esqueceram de me ensinar


Cresci escutando que mulher que usa batom vermelho e pinta as unhas de vermelho é piranha.
Mulher que anda com bolsinha transversal, pequena é puta e que coloca ali camisinha.
Quanto mais demora em arrumar namorado ou casar mais certo que ficará pra titia.
Mulher que usa roupa justa não é mulher para casar.
Pessoas que freqüentam academia são burras.
Gente que não vai a igreja não tem fé e nem Deus no coração.

Esqueceram de me ensinar que vermelho é uma cor qualquer assim como o rosa, preto, azul. Se foi uma mulher que saiu espalhando tamanha bobagem acredito que ela não saiba o poder que tem um batom e um esmalte vermelho na vida de uma mulher.
A mulher que anda com bolsinha não é para colocar camisinha. Alias, estaria muito certa de colocar, mulher também tem que prevenir. Mulher é prática também.
Tem gente que não compreende o fato de uma mulher querer uma vida estabilizada, ter estudado, viajado e conhecido diversas coisas antes de casar. Tem gente que se contenta com pouco e que tem medo da própria companhia. Tem gente que casa pra não ficar sozinha e se contenta em passar aperto com a grana, com o amor, com o sexo, com a saúde. Tem gente que se contenta!
Nunca me contaram que mulher que usa roupa justa e/ou curta é uma mulher que se sacrifica para malhar e fazer dieta e como prêmio se dá o direito de desfilar mostrando por ai o resultado de seu esforço e da opção de uma vida saudável. Tudo que é bonito é pra se mostrar meu bem.
Tem gente que não sabe que quem malha também é inteligente e usa a academia como uma forma de relaxar a mente e colocar o corpo para trabalhar.
O que mais fico chocada é a quantidade de gente que vive na igreja e fala mal da vida alheia. Gente que participa de tudo da igreja, mas não transmite paz. Gente que diz que ora, mas deseja o mal para o próximo. Muitos não sabem, mas é possível ter fé e acreditar muito em Deus e não precisar viver na igreja. Tem gente que não vai há séculos à igreja e tem o coração mais puro de quem freqüenta a igreja diariamente.

Então ta, sou puta, piranha, devassa, ficarei pra titia, burra perante os olhos desse povo medíocre que fica falando mal da vida alheia... Ah mas isso é coisa feia. Isso é coisa de gente antiga. Na boca de quem não presta quem é bom não vale nada.

O principal esqueceram de me ensinar e por sorte aprendi sozinha: Que gente de verdade tem personalidade e não liga para os comentários tabulados.


Heloísa Lugão

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Saldão de 2013

Um dos anos mais complexos da vida, tive que ter muito jogo de cintura e nunca imaginei que tivesse tanta fé.

Se fosse para definir o ano diria que foi o ano da Fé. Em tudo tive fé e em tudo alcancei, claro que não foi no meu tempo e sim no tempo de quem sabe quando é a hora.

Vivi o ócio, convive com o desemprego, conheci muita gente bacana, me afastei de muita gente que não me acrescenta em nada, descobri muitas coisas, enterrei alguns sentimentos, chorei, sofri, sorri, sorri, sorri muito.

Tive algumas paixões durante o ano. Umas 3! Mas teve um, ah aquele que vira e mexe ainda me faz escrever sobre ele. Aquele que é tão diferente de mim, me completou e fez com que me tornasse uma pessoa melhor. Aquele que, me desculpe os próximos, será inesquecível. E foi com esse moço que vivi as maiores loucuras, tive os mais frios na barriga e que me deixava com as pernas bambas só de falar. E esse menino deixou apenas saudade e um quero de quero mais muito mais, contudo, não será possível. Abri mão daquele sentimento lindo e pedi para sair do jogo.

Senti saudade. Meu Deus como eu senti saudade. Parecia que eu ia morrer de tanta saudade que tinha.
Muitos momentos de crises existências, ficava perdida, não sabia de nada, complicações emocionais, algumas tristezas, algumas perdas e fé.

Curti muito a vida de solteira, sai muito, beijei bastante, bebi muito, acordei com ressaca moral e alcoólica, extravazei, dancei, curti, me joguei, me empolguei e agora tirei férias dessa agitação toda.

Foi ano também que relaxei. Relaxei muito na minha reeducação alimentar, na minha autoestima e no blog. Não fiz muito as coisas que gosto porque estava com preguiça. Em 2012 aproveitei bem mais que 2013. Se 2012 foi literalmente o meu ano (por ter me conhecido melhor, me amado mais, me valorizado mais) 2013 não foi tanto assim. Claro que a peteca caiu, mas subiu também. Me descobri, me amei, me valorizei só que não tanto quanto foi em 2012.

Tornei-me mais sensível, um tanto melancólica e gostei de ser assim. Voltei a me recolher novamente. Voltei a trocar noites agitadas com lugares cheio de gente vazia por um quarto “vazio” e cheio de pensamentos e sentimentos.

Tive muitos altos e baixos, alias mais baixos do que altos. Sofri a crise dos 25 anos.

Passei por poucas e boas que muita gente não sabe ao certo, guardei tudo pra mim. Chorei, chorei muito, chorei de soluçar. Dormi chorando. Quantas vezes durante o banho me sentava no chão e desabava? Várias vezes. Já perdi o sono inúmeras vezes. Era uma aflição sem tamanho, uma angústia no peito que chegava a doer. Não sabia o motivo de aquilo tudo estar acontecendo comigo. Acho que meu sorriso e meu jeito de levar a vida na base da felicidade foi o que fez com que a nuvem preta passasse. Porque tristeza aqui é algo que não tem casa, nem comida e nem roupa lavada e com isso ela vai embora, ela se cansa e vai procurar outro lugar... Aqui tristeza não tem vez. Amadureci demais!

Poderia reclamar muito do meu ano por esses dias finais e de reflexão, só que apesar de tudo só sei agradecer já que foi mais um ano que me superei e descobri o quanto sou forte. Não consigo reclamar com Deus do meu ano. Sei que foi pauleira, todavia, hoje só sei agradecer. Querendo ou não coisinhas pequenas aconteceram e foram muito significativa.

Comecei a fazer a tal listinha do que fazer em 2014 e rasguei. Não quero fazer metas, quero que o ano me surpreenda. Acho que toda a fé que plantei em 2013 vou colher em 2014.
Espero 2 coisas de 2014: que ele me surpreenda, que minha fé aumente mais (ela quem me deu forças para lutar).

Feliz ano novo a todos que acompanham o blog. De coração desejo tudo de melhor a você e muita, muita fé, afinal foi ela que me deu forças pra lutar.
Heloísa Lugão


sábado, 28 de dezembro de 2013

O que me dá orgulho

Nunca fui do tipo a mais bonita do colégio. Ta certo que quando eu era criança era mega linda, simpática e até desfilava para algumas lojas. Mas cresci e da infância só trouxe a simpatia.

Eu era a mais sem jeito, toda estabanada, descabela, gorda, aparelho, óculos, a gente boa e sempre amiga de todo mundo.

Vivia em brigas com o mundo e comigo. Como todas as pessoas no mundo poderiam ser bonitas e eu ter todos os defeitos do mundo?

Ninguém olhava pra mim. Meu cabelo sempre foi pra dar muito trabalho apesar da cor loira. Sempre fui gorda e escondida atrás de roupas pretas e largas. Meus olhos azuis eram ocultados pelos óculos. Meu sorriso tinha ferragens. O pior nem é que ninguém me aceitava o pior era que eu mesma não me aceitava.

Resolvi me aceitar e parecendo balela muitas coisas começaram a acontecer. Sei lá, parece que o mundo resolveu me aceitar... Sorrir pra mim. Aos 23 anos comecei a me descobrir e sinceramente me apaixonei por mim, tudo bem que preciso de mais e mais amor só que antes eu não tinha nada. Comecei a descobrir coisas de que eu realmente gostava. Comecei a assumir meus gostos peculiares, meu jeito livre de ser, a ligar menos para a opinião alheia, ter minha personalidade formada.

Isso é o que me dá mais orgulho: a minha personalidade. Quando a minha chefA foi fazer a minha descrição no amigo x tive a real convicção que eu estava exatamente onde eu queria estar. Dentre várias coisas ela disse “ela é uma pessoa que é feliz e do jeito dela, ela tem um jeito livre de ser, é inteligente e gosta de ler” pronto, todos souberam que era eu. O fato foi que fiquei feliz em ser reconhecida pelo o que eu era e não pelo o que eu tinha. Fui reconhecida por ser inteligente, ter uma personalidade e não por ter uma bunda dura e nenhuma barriga. Era isso que eu queria.

Aos 23 anos não queria mais ser a adolescente feia que aparece nos filmes americanos, contudo, também não queria ser a Juju Salimeni. Só queria ser eu, com meu jeito e minha personalidade que demorei anos para criar.

 Descobri que não poderia ficar brigando com a natureza, genética e espelho. Precisava me aceitar. Me aceitei e modifiquei aos poucos o que eu queria. E com isso descobri que poderia ser inteligente e que isso dependeria somente de mim. Não era preciso ajuda da natureza e muito menos da genética para eu me tornar bela de verdade. Não sou a pessoa mais inteligente do mundo, todavia muitos me procuram para tirar dúvidas ou pedirem sugestão de algo.

Por mais que eu viva de regime, fazendo atividade física (essa foi a vida que escolhi para mim), não quero ser reconhecida por ser gostosona, quero ser reconhecida pelo o que realmente sou.

As pessoas acham que vão causar inveja através dos bens matérias, ledo engano. Causa inveja quem brilha, quem tem personalidade, quem tem bom gosto.

Pior de tudo isso mesmo é você levar 23 anos para se descobrir e ver nego por ai te plagiando. Que te copia em tudo que pode e até no que não pode.


Heloísa Lugão

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

O sentido do natal de 2013

Moro em um estado esquecido pelos de mais do meu país.
Nem bem nossas lideranças lembram de nós.
Em meio de chuvas e mais chuvas um líder pega sua família, faz as malas, o passaporte e viaja como se estivesse tudo muito bem. È de fato que voltou devido à pressão.
O cara sabe que qualquer chuva que acontece na sua cidade alaga tudo e mesmo assim foi para os EUA. Ao retornar diz que sacrificou sua família.
Senhor prefeito, quantas mil famílias foram e estão sendo sacrificadas?
Moro em um estado que levou 100 mil pessoas às ruas em uma caminhada contra a corrupção e que acreditam em um mundo melhor. Queremos mudanças!
Moro em um estado que entendeu e sabe que se não arregaçar as mangas o estado arregaça a gente. Perceberam que se não ajudarmos uns aos outros não será os políticos que irão ajudar.
Moro em um estado que está de parabéns. Um estado que sabe o verdadeiro sentido do Natal.
Moro em um estado que é solidário e que me deixa emocionada ao ver os atos de bondade e de solidariedade.
Moro em um estado que agora não será mais reconhecido pela violência, corrupção, moqueca, Convento e chocolates. Agora meu estado será lembrado pelo ato de solidariedade.
Moro em um estado que me orgulho em dizer que sou daqui. Lugar de gente do bem e que ajuda o próximo.



Heloísa Lugão

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Vamos brincar?!

Hoje vou compartilhar  sobre uma coisa que é viciante e que a cada dia me empolgo mais que é pelo Grupo #aophotoaday.
Esse grupo é formado por pessoas apaixonadas por fotos. Durante o mês cada dia tem seu tema e você posta uma foto relativa ao tema. Não tem problema se sua máquina não é profissional, se eu celular é fraco que nem o meu. Nada disso, o que importa é ter foto.
Não importa também se você é ou na blogueira, tendo facebook e/ou instagram ta valendo. Porém para participar tem que postar foto! Tem que ter esse compromisso!
Ah e ao postar a foto tem que usar #aophotoaday . TEM QUE USAR A TAG!
Se hoje não deu, amanhã você posta a de hoje e a de amanhã.
Por exemplo: viajei na quinta e voltei no domingo. Tirei as fotos de acordo com o tema e quando fui postar (posto sempre no grupo) postei a foto do dia e as atrasadas.
E o pessoal de lá como é? Super bacana, um povo criativo e unido, e umas fotos bem incentivadoras pra gente que quer fugir da rotina, conhecer o novo.
Essa lista que segue é a do mês de janeiro, são os temas diário.

E ai, vamos brincar?!

Heloísa Lugão

domingo, 8 de dezembro de 2013

Das histórias de solteira: Quem nunca foi a uma festa que tudo estava ruim?


Pois é nem tudo são flores na vida de uma solteira que curte baladas e que adora esse status. E pra variar mais uma história e festa que fui com a Mandy.

Eu e Mandy fomos a uma festa no interior, combinamos muitas coisas, fizemos planos e dizíamos que iríamos virar a cidade do avesso como eram dois dias de festa isso seria muito fácil. Íamos curtir muito, dançar, beber e claro conhecer muiiiiita gente nova.

Os dois dias de festa foram a mesma coisa: horrível. Lembro que nos dois dias de festa ao chegar no local passava em torno de uma hora eu já queria embora e a Mandy me convencendo a ficar que iria melhorar. E nada de melhoras.

Ficamos praticamente sozinhas ou com família durante a festa que por sinal além de estar horrível nunca vi tanta gente feia por metro quadrado, não conhecemos ninguém, bebemos razoavelmente bem (isso no sábado porque no domingo quase não bebemos devido à ressaca da noite anterior) e não viramos a cidade do avesso. Mandy lucrou com uma figurinha repetida dela e eu fiquei sobrando. Fiquei tão mal humorada que alguém se aproximava já saia de perto, não queria dançar, fui grossa mesmo (risos).

Lado bom da festa? Acredito que só teve um: as comidas. Nossa muita barraquinha e comi muita coisa que me lembrava a infância.

Festas ruins são como dias ruins, sempre teremos.


Heloísa Lugão                                                       maio/2013

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Tem...



Tem saudade que a gente não chora ao sentir, a gente sorri.
Tem saudade que é gostosa de lembrar.
Tem sorriso que parece que fará parte da vida da gente pra sempre.
Tem gente por ai que é inesquecível.
Tem sorriso que a gente sempre quer ver de novo, nem que seja de longe, mesmo sabendo que o motivo do sorriso mudou.
Tem olhar que a gente sempre quer ver de novo.
Tem coisas que a gente sabe que não são pra dá certo, aceita, sente saudades e se conforma com a realidade.
Tem gente que mexe muito ainda com a gente, mesmo distante.
Tem momentos que ficam guardados dentro de uma caixinha dentro do coração e que nada e nem ninguém pode tirar.
Tem saudade que é gostosa de sentir


Heloísa Lugão

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Que esse dia chegue logo



Sei que um dia irei acordar e não vou mais sentir sua falta. Vou olhar para o celular sem esperanças de ter chegado uma mensagem sua. Vou ficar horas e até dias sem falar com você sem sentir saudades.
Sei que chegará o dia da minha partida, aquela que tanto falo e nunca tenho coragem pra ir. Vou embora sem sentir pena de te deixar pra trás. Sem receio de deixar o sentimento bonito que tenho por você morrer. Oras, ou esse sentimento ou eu. Então que morra o sentimento bonito, puro, simples que tenho por você.
Sei que esse dia vai chegar e você se tornará mais um. Torço muito para que este dia chegue logo. Enquanto isso vou alimentando a esperança de te ter um dia só pra mim.


Heloísa Lugão