Enfeite seu coração! Automaticamente estará enfeitando você! Heloísa Lugão

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Tá eu sou homem. Só pode!


Tá eu sou homem. Só pode! Ou em vidas passadas eu era. Ou todo mundo é assim, tanto homem quanto mulher.
Dizem que os homens gostam de conquistar e odeiam quando a mulher mostra que está afim. Li mil livros e todos eles dizem que os homens gostam do desafio. Cresci ouvindo dizer que quando o cara sabe que a moça está afim ele simplesmente perde o interesse.
Que os homens gostam do desafio da conquista, da insegurança, da esperança, de se esforçar e mostrar para a garota que ele é bom o suficiente para ela.

Homens detestam receber poesias, músicas e filmes de uma garota que ele ainda mal conhece. Eu também, no caso quando recebo de algum cara. Mas também adoro receber isso quando sinto algo pelo sujeito.
Homens gostam de tomar atitude. Eu também gosto, me sinto uma mulher de verdade.
Homens abominam mulheres que pegam no pé, controlam e ficam falando toda hora. Tô com eles. Caras assim são chatos.

A pessoa pode ser o mais encantador que seja, mas se soubermos que ele já está afim sem nos ao menos dar uns beijinhos ou bater um bom papo já desanimamos. Não queremos mais. Até porque não se tem graça conquistar uma pessoa que já está conquistada.
Queremos nos esforçar, dar o nosso melhor para conquistar a pessoa a amada, ai ele vem e mostra que não precisamos fazer tanto e... Desanima.

Um cara para conquistar uma moça que é parecida com eles tem que se esforçar, demonstrar não é o suficiente.

Cheguei à conclusão que os homens preferem as moças sem tempero. São aquelas que não tem opinião, aceitam tudo, que não tem personalidade, que fazem de um tudo para agradar o sujeito. Na verdade homem assim, pra mim, não é homem de verdade.

O rapaz ao te conhecer fica todo feliz ao perceber que você é inteligente e com o passar do tempo ele tem a certeza que você é inteligente. Talvez um pouco mais que ele ou como ele e pra ele isso já é o fim e ele dispensa a moça.

Homem de verdade é aquele que aceita ser desafiado por uma mulher. Aquele que topa qualquer parada. Que agüenta mulher que verdadeiramente pode ser chamada de mulher.

Mulher de verdade gosta de homem de verdade. Aquele que ao invés de falar com os amigos que a mulher é a mais gostosa diz que ela é a mais inteligente. Homens que adoram saborear mulheres com bastante tempero.


Heloísa Lugão

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Lá no facebook



Quem me conhece sabe o quanto sou viciada em redes sociais. Ali vejo os acontecimentos diários, descubro um pouquinho de quem é quem, fico por dentro das fofocas, sei o que está rolando na TV, sei o que é modinha e por ai vai. Porém a rede social chamada facebook tem me tirado um pouco do tempo. Não, me tira muito tempo.

Tenho uma fanpage e participo diariamente de três grupos e isso já toma o tempo. O problema é que as vezes falta disciplina. Eu e muitas pessoas deixamos de fazer muitas coisas e obrigações para ficar no facebook.

Mas o que realmente me incomoda naquela rede social é tamanha a falsidade das pessoas. Tem gente que quase se mata no mundo real e no virtual se ama imensamente. Se as pessoas conseguem viver assim, bom pra elas. Não. Sinceramente, azar o delas que vivem em mundo de mentiras. Lá você é quem você quiser, você molda tudo bonitinho para as pessoas pensarem o melhor de você. Na vida real, dia a dia, as coisas mudam muito. No cotidiano você é quem suas atitudes mostram. Aquelas atitudes que fazemos quando realmente somos nós e não aquelas que paramos e pensamos “nossa, fulana fez isso deu ibope vou fazer também”, “ciclana fez aquilo e foi bonito e também vou fazer”. No facebook as pessoas fazem o que não fariam na vida real e vice versa.

Sem querer me achar, mas já vi várias pessoas me plagiando. Colocando coisas que eu gosto, o jeito que eu falo tem gente que copia, coisas que eu faço tem gente que quer seguir o mesmo caminho, querem ser uma coisa que elas não são. Ai você diz: uai, não é porque você gosta de tal coisa que ela é única e exclusiva pra você. Realmente, concordo com você, só que a gente sabe quando é mentira. A gente sabe quando uma pessoa que na vida real não é nada daquilo que passa no mundo virtual.

As pessoas querem ter um número significante de amigos. Tem gente que curte, comenta e as vezes até no chat te chama e quando passa por você na rua nem olha para a sua cara. Nem um “oi”.

E o tal da ostentação? Não sei porque ainda não criaram um funk falando sobre a ostentação que acontece lá. Bom, se tem eu não sei, não sou muito chegada a funk. As pessoas querem mostrar o que tem de melhor só para ganhar curtidas.

Uma vez um amigo me disse que um dos motivos que o levam a não ter facebook é o fato de que quando a pessoa posta uma foto todos os comentários são iguais, todos os mesmos. Que a pessoa é linda, bonita, gata, coisas do tipo. Já parou pra pensar nisso?!

A minha relação com o facebook já foi muito mais intensa e aos poucos tem diminuído. Já fui dessas de ostentar, de ter um número significante de amigos, de colocar fotos só pra ganhar curtidas e elogios. Mas nunca fui dessas de falsidade e de ser alguém lá que não sou aqui fora. A mesma que você la no mundo real é a que você vê aqui no mundo virtual.

Meu lema de 2014 é menos facebook e mais blog. Facebook será usado em tempo mínimo. Atenção lá, será voltada para a minha página e os grupos que participo. A vida aqui fora chama, tem muitos livros pra ler, muitos lugares para conhecer, muitas responsabilidades a serem cumpridas, muita vida pra viver.

Heloísa Lugão


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Será que todo mundo merece uma segunda chance?



Nos últimos tempos parece que todos vieram me pedir uma segunda chance, seja no lado de relacionamento ou de amizade. Confesso que até assustei pela quantidade de desculpas.

Acontece que 95% dos casos são de pessoas que fizeram hora com a minha cara, cansei de ser boa e pulei fora. O 5% é referido a uma situação que me magoou muito.

A pessoa do 5% me pediu desculpas por um bom tempo, mostrou que era merecedora do perdão (eu tinha desculpado, mas ainda lembrava com dor já que fiquei muito sentida), ela provou que era merecedora do meu perdão e ela ganhou o mesmo. Agora só falta o abraço de perdão que vai acontecer em breve já que estamos marcando.

Já os 95% são de pessoas que vieram pedir desculpas e uma segunda chance, eu disse que ia pensar e essas pessoas se afastaram. Não quis mostrar real interesse e nem que havia mudado. Teve o caso também que dei uma segunda chance e a pessoa parece que pulou fora.

Chego a conclusão que nem todos merecem uma segunda chance, a não ser aqueles que provam que realmente querem a mesma. Se uma pessoa é babaca com você uma vez ela tem muitas chances de ser babaca com você  duas vezes.

Mas antes de tudo devemos nos valorizar e não deixar que gente babaca se aproxima. Bom, isso não é tão fácil porque a pessoa babaca sempre é legal no começo, legal até se mostrar que é babaca. Quando uma pessoa se mostra babaca temos que nos afastar do mesmo. Isso é proteção, valorização da felicidade.

O mais importante que penso são nas pessoas que fazem de tudo para estar por perto, para não dar uma vacilada, para não se afastar de você. Essas pessoas que realmente te valorizam é que são merecedoras da sua valorização.

Pra ser bem sincera não estou muito afim de dar segunda chance pra quem teve. Tem muita gente querendo só a primeira. Acontece que tem coisas, sentimentos e pessoas que perdem a graça pra mim, que ontem fazia sentido, mas me deixou chateada e hoje perdeu a graça.

Não gosto de gente que valoriza só quando perde, gente assim é gente burra e ignorante e pessoas deste tipo quero distância. Gosto de gente que valoriza cada sorriso, cada lágrima e que não pensa em nenhum momento de sair de perto da gente.


Heloísa Lugão

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Algumas coisas que esqueceram de me ensinar


Cresci escutando que mulher que usa batom vermelho e pinta as unhas de vermelho é piranha.
Mulher que anda com bolsinha transversal, pequena é puta e que coloca ali camisinha.
Quanto mais demora em arrumar namorado ou casar mais certo que ficará pra titia.
Mulher que usa roupa justa não é mulher para casar.
Pessoas que freqüentam academia são burras.
Gente que não vai a igreja não tem fé e nem Deus no coração.

Esqueceram de me ensinar que vermelho é uma cor qualquer assim como o rosa, preto, azul. Se foi uma mulher que saiu espalhando tamanha bobagem acredito que ela não saiba o poder que tem um batom e um esmalte vermelho na vida de uma mulher.
A mulher que anda com bolsinha não é para colocar camisinha. Alias, estaria muito certa de colocar, mulher também tem que prevenir. Mulher é prática também.
Tem gente que não compreende o fato de uma mulher querer uma vida estabilizada, ter estudado, viajado e conhecido diversas coisas antes de casar. Tem gente que se contenta com pouco e que tem medo da própria companhia. Tem gente que casa pra não ficar sozinha e se contenta em passar aperto com a grana, com o amor, com o sexo, com a saúde. Tem gente que se contenta!
Nunca me contaram que mulher que usa roupa justa e/ou curta é uma mulher que se sacrifica para malhar e fazer dieta e como prêmio se dá o direito de desfilar mostrando por ai o resultado de seu esforço e da opção de uma vida saudável. Tudo que é bonito é pra se mostrar meu bem.
Tem gente que não sabe que quem malha também é inteligente e usa a academia como uma forma de relaxar a mente e colocar o corpo para trabalhar.
O que mais fico chocada é a quantidade de gente que vive na igreja e fala mal da vida alheia. Gente que participa de tudo da igreja, mas não transmite paz. Gente que diz que ora, mas deseja o mal para o próximo. Muitos não sabem, mas é possível ter fé e acreditar muito em Deus e não precisar viver na igreja. Tem gente que não vai há séculos à igreja e tem o coração mais puro de quem freqüenta a igreja diariamente.

Então ta, sou puta, piranha, devassa, ficarei pra titia, burra perante os olhos desse povo medíocre que fica falando mal da vida alheia... Ah mas isso é coisa feia. Isso é coisa de gente antiga. Na boca de quem não presta quem é bom não vale nada.

O principal esqueceram de me ensinar e por sorte aprendi sozinha: Que gente de verdade tem personalidade e não liga para os comentários tabulados.


Heloísa Lugão

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Saldão de 2013

Um dos anos mais complexos da vida, tive que ter muito jogo de cintura e nunca imaginei que tivesse tanta fé.

Se fosse para definir o ano diria que foi o ano da Fé. Em tudo tive fé e em tudo alcancei, claro que não foi no meu tempo e sim no tempo de quem sabe quando é a hora.

Vivi o ócio, convive com o desemprego, conheci muita gente bacana, me afastei de muita gente que não me acrescenta em nada, descobri muitas coisas, enterrei alguns sentimentos, chorei, sofri, sorri, sorri, sorri muito.

Tive algumas paixões durante o ano. Umas 3! Mas teve um, ah aquele que vira e mexe ainda me faz escrever sobre ele. Aquele que é tão diferente de mim, me completou e fez com que me tornasse uma pessoa melhor. Aquele que, me desculpe os próximos, será inesquecível. E foi com esse moço que vivi as maiores loucuras, tive os mais frios na barriga e que me deixava com as pernas bambas só de falar. E esse menino deixou apenas saudade e um quero de quero mais muito mais, contudo, não será possível. Abri mão daquele sentimento lindo e pedi para sair do jogo.

Senti saudade. Meu Deus como eu senti saudade. Parecia que eu ia morrer de tanta saudade que tinha.
Muitos momentos de crises existências, ficava perdida, não sabia de nada, complicações emocionais, algumas tristezas, algumas perdas e fé.

Curti muito a vida de solteira, sai muito, beijei bastante, bebi muito, acordei com ressaca moral e alcoólica, extravazei, dancei, curti, me joguei, me empolguei e agora tirei férias dessa agitação toda.

Foi ano também que relaxei. Relaxei muito na minha reeducação alimentar, na minha autoestima e no blog. Não fiz muito as coisas que gosto porque estava com preguiça. Em 2012 aproveitei bem mais que 2013. Se 2012 foi literalmente o meu ano (por ter me conhecido melhor, me amado mais, me valorizado mais) 2013 não foi tanto assim. Claro que a peteca caiu, mas subiu também. Me descobri, me amei, me valorizei só que não tanto quanto foi em 2012.

Tornei-me mais sensível, um tanto melancólica e gostei de ser assim. Voltei a me recolher novamente. Voltei a trocar noites agitadas com lugares cheio de gente vazia por um quarto “vazio” e cheio de pensamentos e sentimentos.

Tive muitos altos e baixos, alias mais baixos do que altos. Sofri a crise dos 25 anos.

Passei por poucas e boas que muita gente não sabe ao certo, guardei tudo pra mim. Chorei, chorei muito, chorei de soluçar. Dormi chorando. Quantas vezes durante o banho me sentava no chão e desabava? Várias vezes. Já perdi o sono inúmeras vezes. Era uma aflição sem tamanho, uma angústia no peito que chegava a doer. Não sabia o motivo de aquilo tudo estar acontecendo comigo. Acho que meu sorriso e meu jeito de levar a vida na base da felicidade foi o que fez com que a nuvem preta passasse. Porque tristeza aqui é algo que não tem casa, nem comida e nem roupa lavada e com isso ela vai embora, ela se cansa e vai procurar outro lugar... Aqui tristeza não tem vez. Amadureci demais!

Poderia reclamar muito do meu ano por esses dias finais e de reflexão, só que apesar de tudo só sei agradecer já que foi mais um ano que me superei e descobri o quanto sou forte. Não consigo reclamar com Deus do meu ano. Sei que foi pauleira, todavia, hoje só sei agradecer. Querendo ou não coisinhas pequenas aconteceram e foram muito significativa.

Comecei a fazer a tal listinha do que fazer em 2014 e rasguei. Não quero fazer metas, quero que o ano me surpreenda. Acho que toda a fé que plantei em 2013 vou colher em 2014.
Espero 2 coisas de 2014: que ele me surpreenda, que minha fé aumente mais (ela quem me deu forças para lutar).

Feliz ano novo a todos que acompanham o blog. De coração desejo tudo de melhor a você e muita, muita fé, afinal foi ela que me deu forças pra lutar.
Heloísa Lugão


sábado, 28 de dezembro de 2013

O que me dá orgulho

Nunca fui do tipo a mais bonita do colégio. Ta certo que quando eu era criança era mega linda, simpática e até desfilava para algumas lojas. Mas cresci e da infância só trouxe a simpatia.

Eu era a mais sem jeito, toda estabanada, descabela, gorda, aparelho, óculos, a gente boa e sempre amiga de todo mundo.

Vivia em brigas com o mundo e comigo. Como todas as pessoas no mundo poderiam ser bonitas e eu ter todos os defeitos do mundo?

Ninguém olhava pra mim. Meu cabelo sempre foi pra dar muito trabalho apesar da cor loira. Sempre fui gorda e escondida atrás de roupas pretas e largas. Meus olhos azuis eram ocultados pelos óculos. Meu sorriso tinha ferragens. O pior nem é que ninguém me aceitava o pior era que eu mesma não me aceitava.

Resolvi me aceitar e parecendo balela muitas coisas começaram a acontecer. Sei lá, parece que o mundo resolveu me aceitar... Sorrir pra mim. Aos 23 anos comecei a me descobrir e sinceramente me apaixonei por mim, tudo bem que preciso de mais e mais amor só que antes eu não tinha nada. Comecei a descobrir coisas de que eu realmente gostava. Comecei a assumir meus gostos peculiares, meu jeito livre de ser, a ligar menos para a opinião alheia, ter minha personalidade formada.

Isso é o que me dá mais orgulho: a minha personalidade. Quando a minha chefA foi fazer a minha descrição no amigo x tive a real convicção que eu estava exatamente onde eu queria estar. Dentre várias coisas ela disse “ela é uma pessoa que é feliz e do jeito dela, ela tem um jeito livre de ser, é inteligente e gosta de ler” pronto, todos souberam que era eu. O fato foi que fiquei feliz em ser reconhecida pelo o que eu era e não pelo o que eu tinha. Fui reconhecida por ser inteligente, ter uma personalidade e não por ter uma bunda dura e nenhuma barriga. Era isso que eu queria.

Aos 23 anos não queria mais ser a adolescente feia que aparece nos filmes americanos, contudo, também não queria ser a Juju Salimeni. Só queria ser eu, com meu jeito e minha personalidade que demorei anos para criar.

 Descobri que não poderia ficar brigando com a natureza, genética e espelho. Precisava me aceitar. Me aceitei e modifiquei aos poucos o que eu queria. E com isso descobri que poderia ser inteligente e que isso dependeria somente de mim. Não era preciso ajuda da natureza e muito menos da genética para eu me tornar bela de verdade. Não sou a pessoa mais inteligente do mundo, todavia muitos me procuram para tirar dúvidas ou pedirem sugestão de algo.

Por mais que eu viva de regime, fazendo atividade física (essa foi a vida que escolhi para mim), não quero ser reconhecida por ser gostosona, quero ser reconhecida pelo o que realmente sou.

As pessoas acham que vão causar inveja através dos bens matérias, ledo engano. Causa inveja quem brilha, quem tem personalidade, quem tem bom gosto.

Pior de tudo isso mesmo é você levar 23 anos para se descobrir e ver nego por ai te plagiando. Que te copia em tudo que pode e até no que não pode.


Heloísa Lugão

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

O sentido do natal de 2013

Moro em um estado esquecido pelos de mais do meu país.
Nem bem nossas lideranças lembram de nós.
Em meio de chuvas e mais chuvas um líder pega sua família, faz as malas, o passaporte e viaja como se estivesse tudo muito bem. È de fato que voltou devido à pressão.
O cara sabe que qualquer chuva que acontece na sua cidade alaga tudo e mesmo assim foi para os EUA. Ao retornar diz que sacrificou sua família.
Senhor prefeito, quantas mil famílias foram e estão sendo sacrificadas?
Moro em um estado que levou 100 mil pessoas às ruas em uma caminhada contra a corrupção e que acreditam em um mundo melhor. Queremos mudanças!
Moro em um estado que entendeu e sabe que se não arregaçar as mangas o estado arregaça a gente. Perceberam que se não ajudarmos uns aos outros não será os políticos que irão ajudar.
Moro em um estado que está de parabéns. Um estado que sabe o verdadeiro sentido do Natal.
Moro em um estado que é solidário e que me deixa emocionada ao ver os atos de bondade e de solidariedade.
Moro em um estado que agora não será mais reconhecido pela violência, corrupção, moqueca, Convento e chocolates. Agora meu estado será lembrado pelo ato de solidariedade.
Moro em um estado que me orgulho em dizer que sou daqui. Lugar de gente do bem e que ajuda o próximo.



Heloísa Lugão

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Vamos brincar?!

Hoje vou compartilhar  sobre uma coisa que é viciante e que a cada dia me empolgo mais que é pelo Grupo #aophotoaday.
Esse grupo é formado por pessoas apaixonadas por fotos. Durante o mês cada dia tem seu tema e você posta uma foto relativa ao tema. Não tem problema se sua máquina não é profissional, se eu celular é fraco que nem o meu. Nada disso, o que importa é ter foto.
Não importa também se você é ou na blogueira, tendo facebook e/ou instagram ta valendo. Porém para participar tem que postar foto! Tem que ter esse compromisso!
Ah e ao postar a foto tem que usar #aophotoaday . TEM QUE USAR A TAG!
Se hoje não deu, amanhã você posta a de hoje e a de amanhã.
Por exemplo: viajei na quinta e voltei no domingo. Tirei as fotos de acordo com o tema e quando fui postar (posto sempre no grupo) postei a foto do dia e as atrasadas.
E o pessoal de lá como é? Super bacana, um povo criativo e unido, e umas fotos bem incentivadoras pra gente que quer fugir da rotina, conhecer o novo.
Essa lista que segue é a do mês de janeiro, são os temas diário.

E ai, vamos brincar?!

Heloísa Lugão

domingo, 8 de dezembro de 2013

Das histórias de solteira: Quem nunca foi a uma festa que tudo estava ruim?


Pois é nem tudo são flores na vida de uma solteira que curte baladas e que adora esse status. E pra variar mais uma história e festa que fui com a Mandy.

Eu e Mandy fomos a uma festa no interior, combinamos muitas coisas, fizemos planos e dizíamos que iríamos virar a cidade do avesso como eram dois dias de festa isso seria muito fácil. Íamos curtir muito, dançar, beber e claro conhecer muiiiiita gente nova.

Os dois dias de festa foram a mesma coisa: horrível. Lembro que nos dois dias de festa ao chegar no local passava em torno de uma hora eu já queria embora e a Mandy me convencendo a ficar que iria melhorar. E nada de melhoras.

Ficamos praticamente sozinhas ou com família durante a festa que por sinal além de estar horrível nunca vi tanta gente feia por metro quadrado, não conhecemos ninguém, bebemos razoavelmente bem (isso no sábado porque no domingo quase não bebemos devido à ressaca da noite anterior) e não viramos a cidade do avesso. Mandy lucrou com uma figurinha repetida dela e eu fiquei sobrando. Fiquei tão mal humorada que alguém se aproximava já saia de perto, não queria dançar, fui grossa mesmo (risos).

Lado bom da festa? Acredito que só teve um: as comidas. Nossa muita barraquinha e comi muita coisa que me lembrava a infância.

Festas ruins são como dias ruins, sempre teremos.


Heloísa Lugão                                                       maio/2013

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Tem...



Tem saudade que a gente não chora ao sentir, a gente sorri.
Tem saudade que é gostosa de lembrar.
Tem sorriso que parece que fará parte da vida da gente pra sempre.
Tem gente por ai que é inesquecível.
Tem sorriso que a gente sempre quer ver de novo, nem que seja de longe, mesmo sabendo que o motivo do sorriso mudou.
Tem olhar que a gente sempre quer ver de novo.
Tem coisas que a gente sabe que não são pra dá certo, aceita, sente saudades e se conforma com a realidade.
Tem gente que mexe muito ainda com a gente, mesmo distante.
Tem momentos que ficam guardados dentro de uma caixinha dentro do coração e que nada e nem ninguém pode tirar.
Tem saudade que é gostosa de sentir


Heloísa Lugão

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Que esse dia chegue logo



Sei que um dia irei acordar e não vou mais sentir sua falta. Vou olhar para o celular sem esperanças de ter chegado uma mensagem sua. Vou ficar horas e até dias sem falar com você sem sentir saudades.
Sei que chegará o dia da minha partida, aquela que tanto falo e nunca tenho coragem pra ir. Vou embora sem sentir pena de te deixar pra trás. Sem receio de deixar o sentimento bonito que tenho por você morrer. Oras, ou esse sentimento ou eu. Então que morra o sentimento bonito, puro, simples que tenho por você.
Sei que esse dia vai chegar e você se tornará mais um. Torço muito para que este dia chegue logo. Enquanto isso vou alimentando a esperança de te ter um dia só pra mim.


Heloísa Lugão

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Até quando essa tal de inferioridade?


Estou conhecendo o P. há quase 3 meses e entre saídas constantes e conversas diariamente o coloquei em um lugar onde pensei que jamais fosso atingi-lo. O coloquei no topo máster na minha pirâmide: “ah, ele é bonito demais pra mim”, “ah ele é muito inteligente e me sinto mega burrinha perto dele”, “nossa ele deve ter uma condição financeira beeeeem melhor que a minha”; ah, nossa, enfim, P. foi colocado por mim em um mundo que só existe pra mim, na minha cabeça. P. se encontrava no meu mundinho imaginário.

O tempo foi passando e passei a ver que P. é sim um cara bonito, mas também de uma beleza normal onde existem vários caras assim. Descobri que P. é muito inteligente e principalmente nos assuntos que ele gosta e que muitas vezes são diferentes dos meus. P. domina a área de música e eu a área da literatura. Cada um dominando áreas diferentes, apenas isso.

Semana passada ele me ligou e disse que estava doente como estava perto da casa dele resolvi fazer uma visita. Depois que confirmei minha ida arrependi-me, pois estava com medo do que ia encontrar. Eu, uma mulher que foi criada no meio de família e amigos humildes estava prestes a conhecer o palacete que o cara no qual venho saindo mora. Fui, com medo, mas fui. Precisava saber onde realmente estava me metendo. Até porque eu criei o mundo mágico P. e realmente o mundo mágico não passa de idealizações e suposições da minha cabeça fértil.

Ao chegar à rua me deparo com várias casinhas simples e aconchegantes. Pensei que estava no local errado até que o avistei no portão e fui ao seu encontro. Ao entrar vejo uma casa simplória como a minha, sem muitos luxos em um bairro de classe média. Sentei no sofá e fui surpreendida com um copo de suco de uva integral (ele sabe que gosto, tendo em vista que sempre quando saímos peço o mesmo).

A visita foi rápida já que tinha outros compromissos. Sai de lá um tanto quanto chocada. Cai do cavalo. Não sai chocada por agora saber que ele é um moço simples e de família humilde, sai de lá abismada pelo tamanho da minha imaginação por tê-lo colocado em um lugar onde não existe. Meu sentimento por ele não acabou depois disso, nada mudará tudo que já aconteceu até agora, contudo, hoje me sinto mais aliviada por estar com uma pessoa de igual pra igual. Não será o fato de descobrir onde ele mora, o fato que passei a vê-lo como um cara de beleza normal que irá mudar tudo ou me fazer gostar menos ou mais dele. Agora sei mais sobre P., agora sei mais do cara que estou saindo há tanto tempo.

Até ai tudo bem, e se P. realmente fosse o cara mais lindo da Terra? E se ele fosse o cara mais inteligente? E se ele morasse em uma cobertura de frente para o mar? E se ele fosse tudo que uma mulher quer, ele não serviria pra mim?
A gente tem mania de se sentir inferior, de deixar ou até mesmo de colocar alguém a nossa superioridade. A gente merece sim, um cara bacana, lindo, educado, bem de vida. A gente merece tanto que nem sabe. O problema é que muitas vezes boicotamos a nossa felicidade.

A gente boicota sim, quando deixa pra lá algo que achamos que é bom demais. Quantas vezes já soltamos um “nossa, isso é bom demais para ser verdade”?

Desejamos tantas felicidades para as pessoas e não achamos merecedores de felicidade. A gente merece sim toda a felicidade do mundo. Cada pessoa é única com sua beleza, estilo, jeitinho, personalidade e é isso que atrai gente de verdade.

Já que desejamos tantas felicidades para quem amamos por que não nos amarmos mais, desejarmos mais felicidades para nós mesmos e aceita-la da forma mais bonita que ela pode vir?


Heloísa Lugão

sábado, 16 de novembro de 2013

Gosto de gente que não me cobra

Dia destes saímos (eu e mais 2 amigas) do aniversário de uma outra amiga e paramos em um buteco aqui no bairro. Buteco no qual sempre vamos naquele fim de noite, buteco que sempre rende boas conversas e várias risadas. Um dos assuntos foi à questão de: amigos que não cobram presença 24 horas.

Tenho várias amigas que me cobram e isso me cansa cada vez mais. Tenho amigos que quando me ligam, não posso atender e retorno nem oi dizem, porém já atendem falando “não quer me atender por quê?”, “não quer falar comigo por quê?”, “esqueceu de mim ne?”. Olha, se eu retornei é porque quero falar com a pessoa e existem pessoas que são ocupadas e sou uma dessas, nem sempre, mas tenho minhas ocupações. E se eu responder isso já me preparo para uma chuva de lamentações e que sou grossa. Hoje em dia deixo a pessoa fazer o drama e nem respondo para evitar mais aborrecimento, porque ligar fazendo drama já me deixa irritada e na boa, até perco o animo de falar com a pessoa.

Ocorreram situações de que a amiga me ligou e me perguntou o que eu iria fazer tal dia, respondi que já tinha compromisso. Ela se lamentou e ao perceber que eu não ia mudar de planos pediu para que eu não fosse ao compromisso marcado e sim sair com ela. Oi?! Como assim?! Pronto, sangue ferveu de novo! Não desmarquei o compromisso e expliquei a ela.

Parece que é complicado as pessoas entenderem que você tem uma vida, família, outros amigos, outros compromisso. E sinceramente gente assim cansa, pesa e desanima manter contato.

Não posso ficar o tempo todo com uma pessoa tenho outras coisas para fazer. Acredito também que relações onde às pessoas ficam o tempo todo juntas não são boas. É chato. A gente precisa de espaço precisa sentir saudade.

Então minha gente vamos parar de cobrar. Vamos ligar e dizer que estamos com saudades, marcar algo para matar a saudades e não vamos cobrar nada de ninguém. Vamos ser livres, deixar as pessoas livres.


Heloísa Lugão

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Me critica e faz pior... Oi?!


Quem acompanha o blog desde quando comecei a blogar (inclusive o antigo blog “Borboleta”) sabe que a intenção era salvar um relacionamento e que no final quem se salvou fui eu. Quem freqüenta sempre o blog sabe também que este tem um toque (hoje em dia nem tanto) de auto-ajuda. Comecei a blogar sobre termino de namoro que foi passando sobre amor-próprio e hoje já estou na fase no autoconhecimento.

Quem me conhece sabe que adoro um livrinho de auto-ajuda, não todos e sim alguns. Estes livrinhos, quando comecei a blogar, me ajudaram muito em vários sentidos: passei a gostar mais de ler, me incentivava a escrever e no fim me deram uma luz (fato que a luz maior veio daqui). Com estes livros passei a me encantar mais pela escrita e leitura, não apenas sobre o tema de auto-ajuda, e sim todos os tipos de temas.

Não estou aqui para incentivá-los a gostarem de auto-ajuda e nem serem adeptos. O tema hoje aqui é outro: gente que faz pior do que você e quer te criticar.

Dias atrás conversando com uma colega a mesma me criticou sobre o fato de que gosto e leio essas “bobagens” como ela diz. Beleza! Cada um com sua opinião e eu respeito! Concordo com ela que existem muitas balelas nos livros, só que discordo na parte em que vários livros nos abrem os olhos e não nos devolve a dignidade, o que de fato falta nesta pessoa.

A mesma me disse que nunca encontrei um amor lendo isso, ledo engano. Disse a ela que o amor maior já encontrei, que é o amor por mim mesma. Ela retrucou e continuou a dizer que não encontrarei um namorado com estes livros e resposta foi: não procuro namorado, deixo este me encontrar em um dia vagando por ai brilhante e sorridente como sempre.

Uma outra amiga vive me zuando quando comento algo sobre auto-ajuda, mas essa amiga pode! Pode porque é amiga e eu sei que ela não precisa de páginas que falam sobre amor-próprio já que ela é super bem resolvida (sempre digo que um dia serei como ela). Nunca vi e nem ouvi coisas em relação à falta de dignidade sobre si própria. Se cara não a quer mais, tudo bem e ela chama o próximo, sabe ficar sozinha numa boa e feliz, ela não se vira ao cubo para agradar um cara e nem se esforça ao máximo para sair com um cara que ela nem sabe se está ai ou não pra ela. Ela não gasta a grana toda do mês comprando coisinhas para impressionar o cara que vai sair no sábado à noite. Se ela pode, ela pode e faz... Se não ela deixa pra lá e faz o que pode. Ela gosta de gente que passa segurança e estabilidade emocional a ela, já que ela tem no mínimo quer alguém compatível.

Já a outra que me critica e faz tudo aquilo descrito no parágrafo à cima e muito mais. Se vira ao cubo só pra ver um cara que não está nem ai pra ela. Contenta-se em saber que o cara que ela está gosta de outra. Satisfaz-se em ser a outra. Engana-se, ilude e lhe falta dignidade. Me critica porque leio as bobagens. Ah se ela soubesse e lesse um livro que iria lhe mostrar o caminho da luz, como diz Nina Lessa, ela não faria nada do que faz e entraria em depressão quando terminasse de ler.

Não saio por ai mendigando amor alheio, não fico triste por passar o final de semana todo em casa, não me contento em ser a outra e muito menos saber que o cara que está comigo pensa em outra. Não me viro ao cubo para agradar um cara que não se vira ao cubo para me agradar. Não aceito ser válvula de escape de ninguém. Sou inteira, sou intensa, sou sentimental, contudo, não me humilho pra cara nenhum. Posso estar aqui morrendo de saudades do sujeito, porém não fico correndo atrás dele e nem esperando a boa vontade do bonito me querer. Procuro sim, vou atrás uma vez e no máximo duas e se ele não me corresponder... Beijo, foi bom te conhecer, gosto de você, gosto mais de mim e tem gente que me quer (sempre tem alguém que gosta da gente).

O que mais existe por ai é gente que critica e faz as mesmas besteiras que você. Se quiser criticar alguém, seja exemplo. E antes disso te desejo muito, muito amor-próprio e dignidade. Aceito criticas numa boa desde que você seja um exemplo daquilo que me critica. Gostar do cara é uma coisa, se rebaixar pra ele é outra. Sinceramente tenho pena de gente assim... Que sejamos exemplos ao criticar!


Heloísa Lugão

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Ele não poderia ser só bonito não?

Ele não poderia ser só bonito não?
Tinha que ser extremamente lindo, inteligente, de bom gosto, criativo, desenhar bem, saber tocar, gostar de criança, gostar de ler, ter o sorriso mais lindo do mundo, ter um bom gosto musical perfeito, uma pintinha que me deixa louca, o cabelo enroladinho que adoro bagunçar, o jeito de me deixar cada vez mais apaixonada por ele, uma voz suave, um jeito distinto de me tocar, uma mania de me deixar cada vez mais louca por ele, uma feição de me deixar dependente daquele sorriso lindo, um jeito único de me fazer feliz somente com um bom dia.
Ele poderia ser só bonito, mas é isso e muito mais...


Heloísa Lugão

domingo, 10 de novembro de 2013

A tal pílula, o dia seguinte


Ela adorava uma farmácia, sempre que entreva para comprar um único remedinho passava horas e saia de lá cheia de coisinhas. Dessa vez o motivo foi diferente e ela não quis e nem foi feliz até a farmácia. Só de pensar no que ia comprar suas bochechas já ficavam rosadas. Ela tinha tomado o remédio que lhe causava tanta vergonha, porém ela mesma nunca comprou pra si. Nunca precisou chegar à farmácia e falar “moço, por favor, uma pílula do dia seguinte”.

Seus amigos estavam todos ocupados para irem lá comprar. Suas amigas mais próximas iriam a condená-la mais ainda. Não tinha mais ninguém que pudesse comprar a não ser ela mesma.

Ela não era falsa moralista, como já disse ela já tinha tomado outras vezes. Uma vez o amigo comprou e as outras o namorado. O que a fazia sentir vergonha é que ela mesma se condena irresponsável por ter feito relação sem camisinha. Ela sentira muita vergonha.

Depois de uma dose de coragem foi até a farmácia. Escolheu uma farmácia que ela quase não freqüenta. A farmácia perto da sua casa todos que trabalham lá a conhece, ela adora uma farmácia.

Entrou e ficou olhando uns cosméticos enquanto o balcão da atendente ficava vazio. Olhou várias prateleiras, quase todas, na esperança que o estabelecimento ficasse vazio. Ficou vazio e ela foi correndo em direção a atendente:

-Boa tarde, uma pílula do dia seguinte, por favor.
- A senhora poderia repetir, não escutei direito.

Enquanto isso um casal e uma criança se aproximavam do balcão para aumentar a vergonha dela que repetiu e logo em seguida perguntou como que tomava. Perguntou por que tinha tempos que não tomava este remédio e para mostrar para a atendente e ao casal de clientes que aquilo foi a primeira vez que aconteceu com ela. E nisso ao invés da atendente perceber que a moça estava morrendo de vergonha fala em tom de voz alto (ok, não tão alto) como se toma o remédio para a moça quase explodir de vergonha na frente dos clientes.

Ela pegou o remédio e fechou bem a mão para que ninguém visse o que era e foi em direção ao caixa. Não sabia por que tinha um outro casal, fazendo sei lá o que perto do caixa, deveriam estar fuxicando as compras alheias, só pode. Quando entregou o remédio para o caixa embalar o mesmo jogou caixinha como se aquilo fosse um remédio normal. Parecia que toda a farmácia se voltou ao caixa o olhou o remédio que ela estava comprando. Ok, é um remédio normal, mas não pra ela.

- R$10,00. Disse o caixa.

Ela muda entregou a nota de R$20,00, recebeu o troco e a embalagem. Foi embora na esperança de nunca mais passar por aquele constrangimento e nem voltar àquela farmácia.


Heloísa Lugão

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

As fases do pé na bunda

A maioria dos emails que recebo são de pessoas que encontraram o blog depois de um pé na bunda, por que será? (rs) E estas sempre me pedem conselhos, ajuda e até textos aqui no blog. A pessoa geralmente que leva um pé na bunda acha que a dor é infinita, que vai demorar e que aquilo nunca vai acabar. Não é assim, tudo são fases, e essas fases acontece com +todo mundo. Vejamos:


1-     Sem esperar ou até mesmo esperando você toma um pé na bunda da pessoa que você gosta. Talvez aquilo era até esperado, contudo você não acreditava que realmente iria acontecer. Talvez você quisesse o fim mas não tinha coragem de terminar com medo de sofrer. Pois é meu bem, o fim chegou e teremos que encarar o sofrer (sempre digo que ele é bom, é aprendizado...vai vendo) .
É uma dor que dói tanto que parece que vamos morrer, mas não vamos. Uma dor que não existe remédio na farmácia pra vender. É a dor da perda, do costume, do sentimento. Como tudo que dói muito, essa dor nos deixa de cama, sem fome, sem sono, viramos zumbi, só sabemos chorar (realmente vendo assim parece que é um doença- cientistas de plantão: criem um remédio para essa dor urgente!).
Nos recolhemos, nos afastamos, ficamos acabados, estamos derrotados. Derrotado por uma pessoa que sempre foi a nossa vitória.
A gente acha que vai morrer de tanta dor que tem no peito (graças a Deus a gente não morre de amor, mas parece), que aquilo nunca vai ter fim, que aquela pessoa é a última pessoa perfeita na Terra, que nunca mais gostaremos de alguém, que a nossa vida acabou ali.
Depois de você mesma quase se matar de tanto chorar, se culpar por algo que muitas vezes você não tem culpa, cansada de ficar se lamentando você resolver dar um basta na tal dor e decide que irá curtir a vida, recuperar o tempo perdido, se jogar no mundo e...



2-     E ai que você se joga no mundo. Se joga em uma roupa bonita, um belo batom vermelho (não há quem resista) e tenta arrumar um sorriso também parar mostrar a todos que está bem e se joga no mundão.
Sai todos os dias do final de semana, muitas vezes até durante a semana. Só fica em casa pra dormir e as vezes comer. Gasta o salário todo em roupas e baladas. Não é mais vista nas festinha de família, se quiserem te encontrar que vão até a balada do momento. Experimenta e descobre todos os tipos possíveis de bebidas. Conhece várias pessoas e também experimenta estas. Percebe que nem é tão ruim ficar sozinha. Vira fã da frase “solteira sim, sozinha nunca”. Pensa “antes eu tinha um, hoje tenho vários”. Algumas pessoas amanhecem em uma cama com uma desconhecida do lado. Nessa fase você é a mais piriguete de todas ou o mais galinha de todos.
Você não quer saber de nomes, futuro, passado, só quer curtir aquele momento. Amor? Paixão? Gostar? Não, não é mais pra você. Você só quer curtir. Descobrir baladas, bebidas, pessoas, lugares, corpos nus ( ^^ ).
Mas com o tempo nessa vida você começa a se sentir vazio, achar tudo muito vazio. A noite passada foi perfeita, você beijou vários que nem se lembra, não sabe o nome e que não vão te ligar no outro dia. No outro dia você não sabe o que dói mais se é a ressaca ou o vazio que sentes ao acordar. E você começa a sentir falta de algumas coisas...



3-     A maior falta que você sente é a de você mesma. Falta de estar na sua própria companhia. Sente falta daqueles programas calmos, onde não existe pegação. E ai você aos poucos vai voltando pra você. Começa a cuidar do que tem por dentro e descobre que isso é o mais importante. Começa a voltar a ler, fazer atividade física, faz terapia se preciso, assiste filmes que ajudam no crescimento, descobre hobbys, volta a estudar, se empenha na profissão. Passa a gostar mais de você mesma. Volta a freqüentar as festinhas de família e percebe o quanto és querido. Não se importa mais em sair com os amigos casais. Adora passar o sábado a noite em casa sozinho. Não se importa que não está beijando ninguém, não tem ninguém do sexo oposto que vai ligar para fazer um convite. Você descobre a beleza de estar na sua própria companhia.
Claro que terás seu momento de carência, de saudade, porém, nada demais. Nada que daqui alguns minutos ou até horas você não volte para a sua paz. Você sente falta de ter alguém sim e percebe que antes de ter alguém você precisa ter você pra você. Você descobre a alegria que você mesma lhe proporciona. Você transborda flores, é florida por dentro. Você é paz. Você é alegria sereno. E é nessa fase que você se encontra apto para viver um novo amor. Um amor mais maduro, tranqüilo com alguém que esteja e seja como você: transbordando amor-próprio. Talvez você goste tanto dessa última fase, se ame tanto que até adie os próximos relacionamentos. Você se torna seletiva porque não é mais qualquer coisa que tira seu chão e faz seus olhos brilharem.

Heloísa Lugão

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Fui e não volto


Pedi para que não me deixasse ir embora. Fiz de tudo para ficar. Arrumei desculpas que não eram minhas para erros que não eram meus. Falei que se um dia eu fosse embora aconteceria com você o que aconteceu com os outros: vou e não volto e você se tornará mais um.
Você fez como os outros, me deixou partir na esperança de que eu fosse voltar. Fiz com você o que fiz com os outros, fui embora. Doeu, sofri, chorei, cai, levantei e continuei na caminhada.
Tempo depois você apareceu como se nada tivesse acontecido pedindo mais uma chance, arrependido e todo cheio de saudade, só que ai já era... O moço que antes brilhava, transbordava luzes hoje é um ser sem brilho, sem encantos, sem luz nenhuma. O ser que antes me tirava o chão hoje é mais um que me desanimou e não acreditou quando eu disse que ia embora e não voltava.
Não é questão de orgulho, nem medo por sofrer de novo, é questão de que desanimei, simples assim. Já perdeu a graça e sei que um dia vou encontrar alguém que não me deixe ir, alguém que não vai me desanimar. Alguém que sempre será luz no meu caminho.


Heloísa Lugão

sábado, 2 de novembro de 2013

Hoje é dia da saudade



Hoje não fui ao seu novo endereço te prestar uma homenagem. Não fui porque não queria que ninguém me visse chorar. Quando começaria a chorar não ia ser um choro sereno, calmo, com apenas umas lágrimas. Seria um choro intenso de soluçar, daqueles que a gente só sabe quando começa e não sabe quando terá o fim. Meu choro por você é algo que sempre acontece, nunca terá fim. Juntamente com a saudade que sinto de você todos os dias.

Você sempre foi e sempre será meu porto seguro. Quem me dava a mão, quem sempre me ajudou, me criou, me ensinou a ser uma pessoa melhor. Ai Vó, sinto tanto a sua falta. Aquela falta que a gente sente todo dia.

A gente chora de saudade e ao mesmo tempo ri de saudade. Fica feliz porque fez parte da vida de alguém. Porque alguém fez parte da sua história e é responsável pela pessoa que você é hoje.

Saudade mesmo, aquela que dói é daqueles que a gente nunca mais vai poder ver, tocar, sentir o cheiro. Saudade do cara que nos deixou... A gente sente, mas sabe que ele é um babaca porque foi embora. Ele foi porque quis. Só que tem gente que vai embora porque tem que ir, cumpriu sua missão aqui e chegou hora de partir.

A gente sente saudade de quem ama de verdade. Seja um amigo querido, mãe, pai, avó, avô, alguém que se foi, porém continua olhando por nós. Acredito que quando uma pessoa querida se vai ela cuida muito mais lá de cima do que por aqui. A gente às vezes fecha os olhos e sente um amor, carinho por aqueles que não estão mais entre nós. Aqueles que sempre quiseram o nosso bem. Aqueles que realmente se importam com a gente. Aqueles que realmente valem a pena chorar.

Se for pra chorar hoje, chore. Lave a alma. Tente se lembrar de tudo de bom que aconteceu em tempo real entre vocês. Não se lamente, não se culpe e não culpe Deus pela dor. Peça apenas que Ele e a pessoa que você tanto ama, e não está mais aqui, de te serenidade. Deite, chore e pense que você está no colo da pessoa amada, no fundo você estará. Essa pessoa, dona da verdadeira saudade, estará acariciando seus cabelos e cuidando de você.

Hoje é o dia da saudade, sinta sem dor e nem piedade.


Heloísa Lugão

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Porres e mais porres na tentativa de te esquecer




Hoje é sexta-feira e preciso arrumar um jeito de te tirar do pensamento. Poderia ficar feliz porque é final de semana e poderia beber todas as cervejas, ficar alegre (se é que é possível) e te esquecer um pouco. Mas poderei ficar triste ao lembrar das sextas no cinema e depois pizza, do sábado em um barzinho com uma boa música, do domingo que passávamos deitados assistindo tv com pernas entrelaçadas e fazendo cafuné.

Não tem jeito, a solução é sair por ai vagando de mesa em mesa, bebendo drinks e mais drinks, tomando um porre atrás do outro.Vou falar todos os palavrões possíveis, fumar todos os cigarros e quem sabe até ir em um baile funk só pra te contrariar, fazer raiva.

Talvez eu amanheça em uma mesa de bar ou até mesmo na cama com um desconhecido. Talvez eu te ligue na madrugada na esperança de que você diga “venha para a minha casa, vamos conversar e continuar onde paramos”. Talvez eu nem te ligue para não me ferir mais.

Na verdade não preciso de porres de bebidas o que realmente iria me fazer bem seria um porre de você. Ok, não tem mais jeito e nem mais solução. O que me resta agora é ficar amiga dos garçons, conversar com os cachorros da rua, entrar na farmácia e já ser atendida com um copo na mão e os remédios (sem precisar abrir a boca), gastar todo o dinheiro na noite, tudo na tentativa de te esquecer por alguns segundos sequer.

Heloísa Lugão

O texto foi feito enquanto escutava as músicas a baixo. Para escutar enquanto lê: